A Polícia Civil investigava a morte de Fábio Ferreira da Silva, de 34 anos, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, na segunda-feira (22), após um sargento da Polícia Militar admitir que atirou contra ele. Uma testemunha afirmou que a vítima tentava separar uma confusão iniciada por um desentendimento entre crianças; o caso passou a depender de diligências para esclarecer a dinâmica dos disparos e a atuação do agente.
A briga ocorreu em área pública do polo gastronômico Rosária Trotta. O conflito, que teria começado por causa de crianças, acabou envolvendo adultos e terminou com Fábio baleado. A versão apresentada por uma testemunha contrasta com a justificativa de legítima defesa sustentada pelo policial, porque descreve a vítima como alguém que buscava apartar a discussão, e não como agressor.
A investigação também registra um dado central para a apuração: Fábio foi atingido nas costas e na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Rocha Faria, mas não resistiu aos ferimentos. A localização dos tiros é um dos elementos que precisa ser confrontado com depoimentos, imagens, laudos e demais provas, especialmente diante da alegação de que o policial teria reagido para se defender.
Após o caso, o sargento se apresentou espontaneamente à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. A decisão de não mantê-lo preso aumenta a importância dos atos investigativos seguintes, pois a Polícia Civil ainda precisa definir a sequência da discussão, a distância entre o atirador e a vítima, a existência ou não de ameaça imediata e a participação de outras pessoas na confusão.
Uma briga surgida a partir de crianças, que poderia ter sido contida sem resultado fatal, terminou com um homem morto porque as polícias são treinadas para tratarem a população como inimiga.





