A Polícia Judiciária de Portugal realizou, nesta quinta-feira (18), buscas contra integrantes do Coletivo pela Libertação da Palestina, organização que atua em defesa do povo palestino. A operação foi divulgada pela própria PJ em comunicado publicado na sexta-feira (19).
Segundo a polícia portuguesa, as diligências foram realizadas pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada, cidade localizada na área metropolitana de Lisboa. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com o objetivo declarado de recolher supostos meios de prova relacionados ao grupo.
De acordo com informações publicadas pelo jornal Público, a PJ afirma investigar suspeitas de “associação criminosa, instigação pública a um crime, apologia pública de um crime, dano qualificado e ofensa a pessoa colectiva”.
A lista de suspeitas apresentadas pela polícia mostra o caráter político da operação. O Estado português mobilizou sua unidade contraterrorismo contra uma organização pró-Palestina, em um momento em que a denúncia dos crimes de “Israel” e a solidariedade ao povo palestino vêm sendo tratadas pelos governos europeus como caso de polícia.
A ação em Portugal ocorre em meio ao avanço da repressão contra manifestações e organizações de apoio à Palestina em vários países europeus. Desde a intensificação da agressão sionista contra Gaza, governos imperialistas vêm procurando intimidar atos públicos, campanhas de solidariedade e denúncias contra o massacre promovido por “Israel”.





