Organizações estudantis e sindicais realizaram ato contra a privatização de escolas estaduais em Pelotas, na quarta-feira (17). A mobilização ocorreu às 13h30 em frente ao Colégio Dom João Braga, na rua Bento Martins, 1656, para denunciar o projeto do governo do Rio Grande do Sul de transferir a gestão de 98 escolas públicas à iniciativa privada por meio de leilão na bolsa de valores. O ato defendeu gestão pública, gratuita, laica e de qualidade.
A proposta denunciada pelos manifestantes prevê que empresas assumam a gestão de 98 unidades estaduais. Para as entidades organizadoras, a medida direciona recursos públicos ao setor privado, em vez de fortalecer a rede pública de ensino. O protesto buscou informar a população sobre os impactos do projeto e pressionar contra a entrega das escolas, especialmente em um momento em que professores e estudantes defendem mais investimento direto nas unidades existentes.
A mobilização reuniu diferentes setores ligados à educação e aos movimentos sociais. Entre os apoios estavam a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas (ADUFPel), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) do Instituto Federal Sul-rio-grandense e o 24º Núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS). A presença dessas organizações reforçou o caráter amplo do ato.
O protesto teve como foco a defesa da gestão democrática e da transparência na educação pública. Para os trabalhadores e estudantes, a entrada de empresas privadas na administração das escolas ameaça transformar o funcionamento das unidades em negócio. A crítica central é que a bolsa de valores passa a ser usada como meio para definir o futuro de instituições que deveriam estar submetidas ao controle público, à comunidade escolar e às necessidades dos alunos.


