A Águas de Manaus atribuiu a interrupção do Setor Hidráulico Mocó à falta de energia elétrica em Manaus, na quarta-feira (17). A companhia privatizada informou que bairros das zonas Sul e Centro-Sul poderiam passar por oscilação ou falta de água ao longo do dia, com retomada gradual do abastecimento após o restabelecimento da energia. O aviso também afirmou que carros-pipa seriam mobilizados para atender locais prioritários, como hospitais e escolas.
Essa interrupção atingiu uma área extensa da capital amazonense. A lista divulgada inclui bairros e conjuntos como Adrianópolis, Aleixo, Armando Mendes, Betânia, Cachoeirinha, Centro, Colina do Aleixo, Colônia Oliveira Machado, Coroado, Crespo, Educandos, Japiim, Morro da Liberdade, Nossa Senhora das Graças, Parque Dez, Petrópolis, Praça 14, Raiz, Santa Luzia, São Francisco, São José, São Lázaro, Zumbi e diversos condomínios e conjuntos residenciais.
A empresa afirmou que o funcionamento do sistema foi paralisado pela falta de energia na manhã da quarta-feira. Com isso, a produção e a distribuição de água foram afetadas no setor atendido pela unidade Mocó. A previsão apresentada foi de recuperação progressiva assim que a eletricidade voltasse, o que significa que mesmo após a retomada do funcionamento a água poderia demorar a chegar às casas, dependendo da localização e da pressão na rede.
A justificativa da concessionária evidencia a dependência do serviço de abastecimento em relação à energia elétrica. Quando há falha no fornecimento de luz em uma unidade hidráulica, bombas e equipamentos deixam de operar, o que interrompe a circulação da água. Na prática, uma queda de energia se transforma em falta de água para milhares de moradores. O comunicado não apresentou prazo fechado para normalização completa, apenas indicou retorno gradativo.
A empresa disse ainda que equipes estavam mobilizadas com carros-pipa. A medida, porém, foi direcionada a unidades prioritárias, deixando a população dos bairros atingidos sem nenhuma assistência.
A companhia privatizada tem o dever de garantir o fornecimento de água, mesmo diante de crises e faltas de eletricidade, devendo usar geradores caso falte energia elétrica. Não tomar nenhuma medida preventiva, não apresentar nenhum plano e não fornecer meios alternativos de abastecimento para a população durante a escassez é um total descaso contra os moradores da cidade. É sintoma de uma empresa que tira vantagem do serviço de um monopólio estatal e economiza com serviços essenciais para manter o lucro nas alturas.


