A Fundação Hind Rajab pediu ao Departamento de Justiça dos EUA a prisão e o processo de Jake Burkons, nos Estados Unidos, na terça-feira (16), por crimes de guerra cometidos em Gaza. Burkons tem dupla nacionalidade, dos EUA e de “Israel”, está no país para acompanhar a Copa do Mundo FIFA de 2026 e é acusado pela organização de ter participado de operações de destruição sistemática na Faixa de Gaza, enquanto soldado das forças de ocupação sionistas.
A ação ocorre após uma denúncia criminal apresentada pela fundação no Sri Lanka, onde Burkons passava férias. A entidade afirma que o caso não é isolado, mas parte de sua política de buscar uma resposta judicial contra soldados de “Israel” que cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Burkons serviu na Companhia D do 603º Batalhão de Engenharia de Combate, unidade da 7ª Brigada Blindada do Exército de “Israel”. A Fundação Hind Rajab afirma que ele se alistou voluntariamente após 7 de outubro de 2023 e foi enviado a Gaza, onde participou de operações documentadas por investigadores da entidade.
O batalhão é oficialmente voltado a funções de engenharia, como remoção de minas e fortificação. A fundação afirma que suas operações incluíram a demolição de zonas residenciais, mesquitas, áreas industriais, terras agrícolas e casas. Ao menos 65 demolições controladas foram documentadas pela entidade entre outubro de 2023 e meados de 2025.
A denúncia vincula Burkons a episódio específico em Khan Yunis, entre outubro e novembro de 2025. Entre os elementos apresentados estão publicações em redes sociais que mostram o soldado segurando cabo de detonação dentro de prédio civil destruído, além de imagens geolocalizadas de demolições com a insígnia de sua companhia.
A petição cita leis dos EUA sobre crimes de guerra e genocídio. Jake Romm, representante da Fundação Hind Rajab nos EUA, afirmou que a Lei de Crimes de Guerra foi criada para impedir que criminosos de guerra, independentemente da nacionalidade, encontrem refúgio no país. A fundação pede mandado de prisão e medidas para impedir que Burkons deixe a jurisdição estadunidense.





