Moradores de Conceição do Canindé denunciaram falta recorrente de água e problemas estruturais no sistema de abastecimento do município, no Piauí, na terça-feira (16). As reclamações atingem a Aegea, titular da concessão de águas e esgotos do Piauí, e envolvem reservatório com rachaduras, vazamentos, casa de máquinas sem proteção adequada, cobrança elevada e fornecimento irregular durante a madrugada.
Vídeos divulgados por moradores mostram a área onde funciona a casa de máquinas do sistema de abastecimento. A estrutura aparece aberta e com equipamentos e instalações elétricas expostos, o que gerou preocupação com a segurança de pessoas que circulam pela região.
As imagens também mostram o reservatório usado para armazenar água. Denunciantes apontaram rachaduras, vazamentos e aberturas visíveis, situação que levanta dúvidas sobre conservação do equipamento e sobre a segurança sanitária da água distribuída à população.
A queixa principal, porém, é a irregularidade no abastecimento. Famílias afirmam que a água chega às torneiras apenas durante a madrugada, obrigando moradores a permanecer acordados para encher baldes, caixas e outros recipientes. Em algumas ruas, a interrupção dura dias e prejudica atividades básicas, como cozinhar, lavar roupas, limpar a casa e manter a higiene pessoal.
A falta de água atinge com mais força famílias com crianças e idosos, que dependem de abastecimento contínuo para cuidados diários. Ao mesmo tempo, consumidores relatam contas altas mesmo quando o serviço não é prestado de forma regular. A ausência de escritório da empresa no município também foi apontada como obstáculo para reclamações e atendimento presencial.
A Águas do Piauí afirmou que enviará equipe técnica para vistoriar a estrutura. Como desculpa, a empresa atribuiu as falhas no abastecimento a oscilações e interrupções no fornecimento de energia e disse estudar medidas para reduzir os impactos dessas quedas. A população, contudo, cobra solução efetiva para garantir água nas residências e manutenção adequada do sistema.
As alegações da companhia de saneamento não explicam por que não há geradores para lidar com as quedas de energia e também se omite de explicar os erros que levaram ao problema. Bem como não apresenta ou realiza um plano concreto de prevenção, limitando-se a posicionamentos vagos e esquivos ao problema da população.



