O Diário Causa Operária (DCO) exibe, na próxima quarta-feira, 17 de junho, uma entrevista exclusiva com o renomado acadêmico norte-americano Norman Finkelstein. Finkelstein é uma das vozes mais contundentes na denúncia dos crimes de “Israel” e na crítica à manipulação ideológica da memória histórica.
Nascido no Brooklyn, em Nova Iorque, ele é filho de sobreviventes do Holocausto. Sua mãe resistiu ao Gueto de Varsóvia e ao campo de extermínio de Majdanek, enquanto seu pai sobreviveu aos horrores de Auschwitz. Essa herança familiar dolorosa deu a Finkelstein a autoridade moral e o compromisso inabalável com a verdade factual.
Longe de negar o sofrimento judeu, ele o defende contra a exploração propagandística do sionismo. Em sua obra-prima, A Indústria do Holocausto, o autor demonstra como o lobby sionista transformou uma tragédia humanitária real em uma blindagem ideológica. Segundo Finkelstein, essa engrenagem serve para obter ganhos financeiros e, principalmente, para blindar o Estado de “Israel” de qualquer crítica, justificando a opressão sistemática contra o povo palestino.
Isso cobrou um preço extremamente alto, transformando a vida de Finkelstein em uma crônica de perseguição e tentativas de destruição profissional. Desde a sua tese de doutorado na Universidade de Princeton, onde desmascarou fraudes acadêmicas que tentavam justificar a colonização da Palestina, ele se tornou o alvo número um do lobby sionista nos Estados Unidos.
A retaliação mais brutal à sua carreira ocorreu em 2007. Após uma agressiva campanha difamatória liderada por setores sionistas e pelo jurista Alan Dershowitz, Finkelstein teve sua estabilidade docente negada na Universidade DePaul, em Chicago, sendo efetivamente afastado do ambiente acadêmico. O fenômeno do “cancelamento”, que hoje muitos consideram uma novidade, já era aplicado contra Finkelstein há décadas pelas próprias instituições que deveriam proteger a liberdade de expressão. Como se não bastasse o exílio acadêmico, em 2008, o governo de “Israel” o proibiu oficialmente de entrar no território, aplicando-lhe um banimento que durou dez anos.
À medida que suas denúncias sobre Gaza ganham projeção global, a máquina de censura trabalha com ainda mais desespero para calá-lo. Recentemente, no início de fevereiro de 2026, uma palestra anual que Finkelstein ministraria na prestigiada Universidade de Princeton foi subitamente cancelada sob a justificativa cínica de uma “nova política universitária”.
Na Europa, partidos políticos alemães, incluindo os Verdes e o Die Linke, também se mobilizaram para cancelar aparições públicas do autor.
A tenacidade de Norman Finkelstein diante de décadas de isolamento, difamações e boicotes institucionais é o que torna sua entrevista ao DCO um evento fundamental. Ele não recuou quando as engrenagens mais poderosas do imperialismo tentaram triturar sua reputação. No momento em que a propaganda de guerra tenta distorcer a realidade dos fatos, ouvir quem pagou o preço mais alto por dizer a verdade é um dever de todos os oprimidos.
Não perca o relato sem filtros de um homem que transformou a perseguição em combustível para a denúncia histórica. A entrevista completa será transmitida na COTV nesta quarta-feira, 17 de junho, em horário a ser divulgado amplamente nas redes do Diário Causa Operária.





