Os Estados Unidos se recusaram a condenar a Rússia por avisos de ataques contra alvos ligados ao setor militar em Quieve, na terça-feira (26). O secretário de Estado, Marco Rubio, evitou acusar a Rússia e disse apenas que a capital ucraniana é perigosa há anos. A posição norte-americana contrastou com um comunicado assinado por mais de 50 países contra a Rússia, sem a adesão dos EUA. O texto foi articulado sobretudo por países europeus e pela Ucrânia, com apoio de aliados como Japão, Coreia do Sul, Canadá e Austrália.
O caso ocorreu depois de o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, telefonar para Rubio na segunda-feira (25). Segundo a RT, Lavrov avisou sobre ataques “sistemáticos e consistentes” contra instalações militares e centros de decisão em Quieve, além de recomendar que cidadãos estrangeiros deixassem a capital ucraniana.
A medida é uma resposta a um ataque ucraniano contra uma instalação educacional em Starobelsk. VANTs ucranianos atingiram um colégio interno na cidade, assassinando 21 pessoas, em sua maioria jovens mulheres, e ferindo mais de 60. O governo russo classificou o ataque como crime de guerra e ato deliberado de terrorismo. A Ucrânia afirmou que mirava alvos militares, embora nas imagens apareça apenas a escola feminina, sem instalações militares próximas.
Na terça-feira (26), Andrey Melnik, representante da Ucrânia na Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou um comunicado assinado por mais de 50 países, incluindo Alemanha, outros integrantes da União Europeia, Reino Unido, Canadá e Japão. O texto condenou a Rússia por “ataques em escalada” e ameaças a instituições diplomáticas. A RT destacou que a Rússia não anunciou plano para atingir embaixadas ou instalações civis e que os Estados Unidos não aparecem entre os signatários.
Rubio preferiu uma formulação geral sobre a escalada da guerra. Disse que conflitos desse tipo continuam a piorar, com ataques de um lado e respostas maiores do outro, e que por isso a guerra precisa acabar.





