O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, defendeu ajuda para orientar ataques de veículos aéreos não tripulados (VANTs) da Ucrânia, em coletiva conjunta com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na quinta-feira (21). A fala ocorreu ao comentar episódios em que VANTs ucranianos entraram no espaço aéreo de países da aliança. Kristersson afirmou que os aliados deveriam ajudar os ucranianos a direcionar seus ataques “nas direções certas”, atribuindo os incidentes a interferências e ao conflito com a Rússia.
A declaração foi feita após questionamento sobre comentários do ministro da Defesa da Polônia, que havia dito que a Ucrânia precisava ser mais precisa no uso de VANTs. Kristersson afirmou acreditar que os ucranianos não querem que seus aparelhos terminem em “território amigo”, pois isso causaria danos e medo. Em seguida, disse que os países da OTAN não deveriam aceitar a versão russa sobre o caso e deveriam auxiliar a Ucrânia tanto quanto possível.
O primeiro-ministro sueco culpou a Rússia pela presença de VANTs ucranianos em territórios aliados da OTAN. Países do Báltico e do norte da Europa emitiram alertas sobre VANTs ucranianos que cruzaram seus espaços aéreos desde meados de março.
Para o secretário-geral da OTAN, VANTs ucranianos acabam entrando no espaço aéreo da aliança porque a Ucrânia está tentando se defender. Ele rejeitou uma alegação russa de que a Letônia teria apoiado ataques ucranianos a partir de seu território.
A fala de Kristersson aumenta a tensão sobre o grau de envolvimento da OTAN na guerra. A aliança já fornece armas, munições, treinamento e assistência financeira à Ucrânia, mas evita afirmar participação direta em ataques contra território russo. Ao falar em ajudar a direcionar ataques, o primeiro-ministro sueco corrobora as acusações da Rússia, que alega que países da aliança participaram ou facilitaram ações ucranianas de longo alcance.



