O Partido da Causa Operária (PCO) montou sua banca no ato dos estudantes em São Paulo na quarta-feira (20), durante a marcha contra o governo Tarcísio de Freitas. A manifestação reuniu estudantes das três universidades estaduais paulistas, sindicatos e organizações políticas, com concentração no Largo da Batata e deslocamento pela Avenida Brigadeiro Faria Lima rumo ao Palácio dos Bandeirantes.

A banca do PCO apareceu no meio de uma mobilização ampla contra a política do governo estadual. O ato foi convocado em meio à greve estudantil da Universidade de São Paulo (USP), iniciada em 15 de abril, e incorporou pautas de permanência, moradia, restaurantes universitários, espaços estudantis, valorização dentro das universidades e oposição a privatizações.

A marcha reuniu integrantes da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e partidos políticos de esquerda e suas juventudes, como o PCO e a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR). A presença de bancas partidárias e materiais políticos faz parte desse tipo de ato, em que jornais, panfletos e campanhas disputam a orientação do movimento.

O protesto bloqueou a Avenida Brigadeiro Faria Lima no sentido da Avenida Rebouças, nas proximidades do Largo da Batata, e também a Ponte Cidade Jardim durante o trajeto. Os organizadores estimaram cerca de 5 mil pessoas na mobilização. A pauta denunciava o aumento da violência policial, privatizações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), dos transportes e das rodovias, despejos e falta de políticas de moradia. Também entraram na pauta o recorde de feminicídios no estado e cortes de verbas em políticas para mulheres.

A greve estudantil da USP já passava de 105 cursos em diferentes unidades, incluindo Butantã, Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Largo São Francisco, Quadrilátero da Saúde e campi do interior. Entre as reivindicações estão melhora dos restaurantes universitários, fim de processos de privatização, garantia de espaços estudantis e aumento do auxílio para o valor de um salário mínimo paulista.

Nesse cenário, a banca do PCO cumpre papel político: levar imprensa partidária, disputar o sentido da greve e organizar apoiadores em uma manifestação de juventude, trabalhadores da educação e sindicatos. O ato, ao ocupar vias centrais da capital, tornou visível uma crise universitária que o governo tenta reduzir a incômodo administrativo, mas que ganhou dimensão nacional, com greves em diferentes setores da educação superior, fundamental e média por todo o país.







