A Equatorial Piauí deixou o Hospital Getúlio Vargas sem energia em Teresina na quinta-feira (14), deixando médicos sem energia enquanto realizavam procedimentos cirúrgicos. Médicos e enfermeiros usaram lanternas de celulares por cerca de dois minutos no centro cirúrgico até a estabilização do fornecimento, segundo o hospital. O caso atingiu parte do polo de saúde da capital e provocou manifestação do Sindicato dos Médicos do Piauí, que responsabilizou a concessionária por falhas recorrentes.
A queda de energia ocorreu às 11h39, conforme informou a Equatorial ao Portal O Dia. O Hospital Getúlio Vargas afirmou que a oscilação atingiu todo o quarteirão onde a unidade está localizada e que o sistema de geradores foi acionado automaticamente. O hospital ficou sem luz por dois minutos até que os geradores fossem ligados.
Apesar da nota do hospital dizer que nenhum procedimento deixou de ser realizado e que não houve prejuízo à assistência, as imagens que circularam nas redes sociais registraram tensão dentro da unidade. Profissionais aparecem usando a iluminação dos próprios aparelhos para manter a visibilidade durante a cirurgia.
O Sindicato dos Médicos do Piauí informou ter recebido o caso com profunda preocupação. A entidade afirmou que as falhas no fornecimento de energia comprometem atendimentos e colocam em risco a continuidade de procedimentos médicos. O sindicato também disse que pretende verificar as condições de funcionamento e a capacidade real do gerador do HGV, além de cobrar providências sobre a qualidade do serviço de energia no estado.
A situação é especialmente grave porque ocorreu dentro de um centro cirúrgico, ambiente em que segundos de interrupção podem resultar na morte de um paciente. A Equatorial disse ter enviado equipe ao local para realizar reparos e normalizar completamente o serviço, mas nem sequer soube informar a causa do problema.


