A Análise Política da 3ª desta semana, transmitida no dia 12 de maio, discutiu a tutela política do Supremo Tribunal Federal (STF) e o isolamento do governo Lula. Sob a condução de Victor Assis e João Pimenta, o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, debateu ainda temas como o escândalo do Banco Master e as polêmicas do futebol. Rui Pimenta é pré-candidato à presidência da República.
O debate começou com a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria. João citou um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, que acusou a Corte de subverter o processo legislativo.
“A burguesia já percebeu que os poderes do STF estão fora de controle”, afirmou Rui Costa Pimenta. Para ele, o Judiciário brasileiro ultrapassou os limites constitucionais. “Eles falam que houve uma tentativa de golpe [em 8 de janeiro], mas o que o STF fez nesse período todo é um golpe de Estado também”, afirmou, acrescentando que as ilegalidades da Corte estão alterando o funcionamento do regime político de maneira aberrante.
Outro tema central foi o caso do Banco Master e a delação premiada de Daniel Vorcaro. O programa destacou uma foto que repercutiu na imprensa: o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano Marques, em conversa com o advogado de Vorcaro, cobrindo a boca com a mão. Segundo o presidente do PCO, o caso revela a “podridão do sistema político brasileiro”.
Rui Costa Pimenta também comentou sua participação na noite anterior no Redcast, onde foi sabatinado por Renato Trezoitão. Apesar das ideias “extravagantes” do apresentador, Pimenta defendeu a importância de a esquerda não fugir do debate.
“Não discutir já é uma capitulação política”, disse Pimenta. Sobre a tese de Renato Trezoitão de que o feminismo seria a causa de todos os males modernos, Rui Pimenta foi categórico ao classificar como uma visão enganosa: “a burguesia não protege ninguém, só quer saber de dinheiro”.
Aprofundando temas do cotidiano, Pimenta discutiu a possibilidade de punição para falsas denúncias na Lei Maria da Penha. Embora reconheça que a denúncia falsa é criminosa, ele alertou para o risco de inibir vítimas reais.
“Temos que levar em consideração que a mulher é o lado fraco da sociedade”, explicou o pré-candidato. Para ele, o Estado deveria focar em oferecer abrigo e proteção imediata em vez de apenas focar na punição judicial imediata sem provas. “A pessoa tem que ser provada culpada; não pode ser culpada apenas por denúncia, pois isso estabelece um ‘vale tudo'”.
Um dos momentos mais polêmicos da análise foi a crítica à chamada ideologia de gênero e sua aplicação nas escolas. Pimenta classificou a ideia do gênero como construção social, separada do sexo biológico, como uma “piração ideológica” sem fundamento na realidade.
“Esse negócio do gênero não existe; é uma ideia que o pessoal desenvolveu para justificar uma situação, mas na prática não funciona”, afirmou. “Inventaram que ser homem ou mulher é um papel social, não uma realidade. Dizer que a pessoa é o que ela acha que é, é um absurdo”.
Sobre a viabilidade eleitoral de Lula para 2026, Rui Costa Pimenta relatou que o PT entrou em “modo de alerta total”. A percepção de que a eleição pode ser perdida acendeu a luz vermelha no quartel-general petista.
“O PT se guiou exclusivamente pelos preconceitos e fez muita coisa errada”, disse o analista, citando a “taxa das blusinhas” como exemplo de falta de sensibilidade popular. Ele também destacou o divórcio entre o partido e as novas gerações: “já saiu pesquisa que fala que 70% da juventude é contra o PT. Eles estão perdendo a juventude totalmente devido à censura e à falta de progressismo real”.
Rui rebateu duramente o jornalista Alex Solnik, que classificou o livro de Iahia Sinuar, O Espinho e o Cravo, lançado pela Editora Democritos, como o “Mein Kampf palestino”, fazendo referência à obra de Adolf Hitler. Pimenta chamou a comparação de cinismo extraordinário.
“O Adolf Hitler nessa situação é o Benjamin Netaniahu; os nazistas são os sionistas”, rebateu Pimenta, acusando o opressor de se fazer de vítima enquanto martiriza um povo. João Pimenta finalizou com um desafio público para debater o tema: “gostaria muito de um debate com ele no 247, porque alguém tem que responder. O cara não pode falar um negócio desses e achar que ninguém vai responder”.
Ao final do programa, sobrou espaço para o futebol e a convocação de Neymar por Carlo Ancelotti. Rui lamentou o papel da imprensa esportiva, que ele considera o “maior inimigo da seleção brasileira”.





