Parceria DCO-COTV

Plantão Irã: EUA sofrem nova derrota em Ormuz

Programa abordou resposta militar iraniana à agressão norte-americana, cerco sionista contra Rui Costa Pimenta e crise em Gaza

O Plantão Irã desta sexta-feira (8), programa diário da Causa Operária TV (COTV) em parceria com o Diário Causa Operária (DCO), tratou da nova resposta militar do Irã contra a frota naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. A edição também abordou a ofensiva do lobby sionista contra Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e pré-candidato à Presidência da República, e a possibilidade de o Hamas suspender temporariamente as negociações de cessar-fogo diante da crise sanitária em Gaza.

Apresentado por Vitor Assis, com a participação de Adriana Machado e Pedro Burlamaqui, o programa dedicou a primeira parte à campanha do lobby sionista contra Pimenta após um trecho da Análise Política da Semana, no qual o dirigente do PCO analisou o uso político do Holocausto pelo sionismo.

No trecho exibido, Pimenta afirmou:

“Esse negócio do Holocausto é uma farsa. Não que o Holocausto tenha sido uma farsa, que os judeus tenham sido mortos nos campos de concentração. Isso realmente aconteceu, mas a divulgação desse fato é uma farsa. Não é uma defesa do judeu. Ninguém quer lembrar o Holocausto por motivos humanitários. Isso teria que ser dito. Esse fato do Holocausto foi utilizado para ocultar os crimes do sionismo. O negócio de falar ‘vamos relembrar o Holocausto para que não volte a acontecer’ é uma farsa. Ninguém está preocupado com isso. Os judeus, depois de 1945, não são perseguidos. O sionismo, não os judeus, mas o sionismo, se transformou numa força opressora paralela ao nazismo da época de Hitler, uma força colonial extremamente brutal e cruel. E o Holocausto é utilizado para ocultar esses crimes. Esse é o significado atual do Holocausto.”

Burlamaqui afirmou que representantes da Conib e da Fisesp condenaram a declaração e ameaçaram tomar medidas legais contra Pimenta. Segundo ele, a Record procurou a assessoria do PCO, recebeu uma nota assinada pelo dirigente, mas não deu espaço algum à posição do partido, conforme denunciado por este Diário.

TV Record se recusa a ler resposta de Rui Costa Pimenta à Conib

 

Vitor Assis afirmou que o ataque tem importância política porque se volta contra um dirigente partidário e pré-candidato à Presidência da República. Para ele, a tentativa de censurar Pimenta representa uma ingerência política de entidades que atuam em defesa de “Israel”.

“Você tem aí uma pessoa que está pleiteando o cargo estatal mais importante do País. E você tem pessoas que agem de acordo com o interesse de outro país querendo censurar essa pessoa. Isso chama bastante a atenção. Por que o Estado de ‘Israel’ tem direito a definir qual pré-candidato pode ou não pode falar? Não deixa de ser uma intervenção no próprio processo eleitoral brasileiro”, afirmou.

O programa também leu a nota de Rui Costa Pimenta enviada à Record. No texto, o dirigente do PCO denunciou a tentativa de transformar a crítica ao sionismo em crime.

“As declarações da Conib e da Fisesp são mais uma de muitas calúnias contra os críticos do genocídio cometido por ‘Israel’. Não se trata de preconceito algum dizer que os sionistas defensores de ‘Israel’ usam o Holocausto de 80 anos atrás para esconder os seus crimes, igualmente macabros, ocorrendo hoje. É isso que fazem neste exato momento, ao dizer que vão à polícia por conta de nossa fala. Querem fazer com que criticar os assassinos das crianças de Gaza vire crime e, sim, repetimos, usam as vítimas do Holocausto para isso.”

Adriana Machado citou o professor judeu Norman Finkelstein como exemplo de crítica judaica ao uso político do Holocausto pelo sionismo. Segundo ela, a denúncia feita por Pimenta “não é novidade para ninguém que acompanha o problema da Palestina”. Adriana afirmou que a reação de entidades sionistas faz parte de uma campanha internacional de intimidação contra críticos de “Israel”.

O programa também comentou a crise interna do regime sionista. Burlamaqui citou pesquisas recentes que apontam dificuldades de Benjamin Netaniahu para manter o cargo de primeiro-ministro e mencionou a tentativa de setores da oposição de se apresentar como alternativa moderada. Adriana afirmou que uma simples troca de governo não resolverá o problema palestino, pois todos os principais setores políticos de “Israel” sustentam a opressão contra a Palestina.

“O problema não é quem está no governo. O problema é a ocupação, é o Estado de apartheid que historicamente tem oprimido a Palestina. Esse problema não será resolvido até que se crie um Estado democrático na Palestina”, afirmou.

O tema principal da edição foi a nova agressão dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo Burlamaqui, o Irã denunciou que os norte-americanos romperam o cessar-fogo ao atacar embarcações iranianas e portos no sul do país. A resposta iraniana teria sido feita com mísseis e VANTs lançados pela frota iraniana, obrigando navios dos Estados Unidos a recuar em direção ao Mar de Omã.

“O Irã denunciou que os Estados Unidos quebraram o cessar-fogo e atacaram por meio da sua frota naval embarcações iranianas e portos do sul do país. Segundo comunicados militares iranianos, essa agressão, essa quebra do cessar-fogo, foi respondida com muita força por meio de veículos aéreos não tripulados, os chamados VANTs, e mísseis lançados pela frota iraniana, pela Marinha do Irã”, afirmou Burlamaqui.

Ainda segundo o programa, autoridades iranianas classificaram o episódio como a quarta grande derrota dos Estados Unidos para o Irã em menos de um mês. Burlamaqui também lembrou o recuo norte-americano no chamado “Projeto Liberdade”, anunciado por Donald Trump para tentar reabrir o Estreito de Ormuz sob controle dos Estados Unidos.

O programa informou ainda que as relações públicas do Exército iraniano anunciaram que a operação contra destróieres norte-americanos envolveu o lançamento de oito mísseis de cruzeiro e 24 VANTs suicidas. Segundo a declaração citada no programa, um míssil de cruzeiro e três VANTs atingiram seus alvos, provocando incêndios em navios norte-americanos e forçando a retirada da frota.

Burlamaqui também afirmou que o Irã capturou o petroleiro norte-americano Ocean Koi em uma operação especial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Segundo ele, o navio teria tentado prejudicar as exportações de petróleo e os interesses nacionais iranianos.

Assis avaliou que os acontecimentos em Ormuz reforçam a superioridade militar iraniana na guerra. Para ele, a situação permanece favorável ao Irã, que entra nas negociações impondo condições ao imperialismo.

“A nossa análise é de que o Irã mantém uma superioridade bastante visível na guerra, e é por isso que ele vai para a mesa de negociação impondo uma série de condições. Mais uma vez, essa superioridade apareceu. Os iranianos apresentaram o episódio de ontem como a quarta derrota norte-americana em Ormuz. Mais uma desmoralização”, afirmou.

Adriana Machado destacou a possibilidade de provocações destinadas a ampliar a guerra. Ela citou relatos de explosões em Dubai e a suspeita de que setores interessados na escalada possam estar atuando para impedir uma solução diplomática. Segundo ela, sempre que há alguma negociação em curso, os Estados Unidos recorrem à provocação militar.

“O chanceler iraniano descreve bem a situação falando que sempre que uma solução diplomática está em jogo, os Estados Unidos optam por uma aventura militar imprudente. Para ele, pode ser uma tática de pressão ou resultado de um sabotador”, afirmou Adriana.

A comentarista também destacou que o centro da disputa continua sendo o Estreito de Ormuz, uma das passagens mais importantes do comércio mundial. Segundo ela, os Estados Unidos querem controlar a reabertura do estreito, enquanto o Irã mantém sua posição de defesa da soberania nacional.

“Vamos continuar vendo essa disputa pelo Estreito de Ormuz, que é um dos principais canais de comércio e está afetando o mundo inteiro. Vamos continuar vendo os Estados Unidos tentando tomar o controle, mas até agora o Irã se manteve muito firme, se defendeu”, afirmou.

O programa também tratou de ataques de grupos separatistas contra o Irã a partir do Iraque. Segundo Burlamaqui, a resposta iraniana foi dirigida contra posições desses grupos na região do Curdistão iraquiano, incluindo áreas de Koya e Erbil, onde está uma das principais bases norte-americanas no Iraque.

Na parte final, os comentaristas abordaram a situação em Gaza. Segundo Burlamaqui, duas fontes do Hamas afirmaram à imprensa árabe que o partido avalia suspender temporariamente as negociações de cessar-fogo diante da falta de seriedade de “Israel”. Apesar do acordo em vigor, “Israel” segue atacando a Faixa de Gaza e mantém o bloqueio contra a entrada de alimentos, insumos médicos e materiais necessários à reconstrução.

“Neste momento, apesar do acordo em vigor, ‘Israel’ mantém os ataques contra a Faixa de Gaza, continua assassinando os palestinos e, além disso, mantém o bloqueio praticamente total contra a Faixa de Gaza”, afirmou Burlamaqui.

Assis avaliou que a crise regional expressa a contradição entre os interesses dos povos do Oriente Próximo e o domínio imperialista sobre a região. Para ele, o cessar-fogo é uma necessidade imediata do imperialismo, mas não encerra a tendência geral de enfrentamento.

“O cessar-fogo é uma necessidade imediata do imperialismo, é uma manobra tática neste momento. Mas não é a política do imperialismo a longo prazo. As contradições no Oriente Médio são muito profundas e a contradição fundamental é o interesse nacional, o interesse dos povos que ali vivem, e os interesses criminosos do imperialismo”, afirmou.

Adriana Machado afirmou que o Irã deixou claro que não haverá acordo se as agressões contra o Líbano, a Palestina e o Eixo da Resistência não forem encerradas. Ela também afirmou que a proposta norte-americana sobre o enriquecimento de urânio foi recebida no Irã como uma imposição inaceitável.

“O Irã já deixou bem claro que não vai ter fim da guerra, não vai chegar a acordo nenhum se não acabarem as agressões no Líbano, se não acabarem as agressões na Palestina e contra o Eixo da Resistência. A proposta que o Irã está analisando agora, que veio dos Estados Unidos, fala principalmente do enriquecimento do urânio, da possibilidade do Irã desenvolver o urânio. E o Irã já falou que isso não é negociável”, afirmou.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.