Milhares de manifestantes marcharam contra a visita de Marco Rubio a Roma, na quinta-feira (7), em defesa de Cuba. Organizações políticas, sindicais e estudantis denunciaram as sanções dos Estados Unidos contra a ilha e levaram às ruas palavras de ordem como “Fora Rubio de Roma” e “Cuba não está só”.
A mobilização foi organizada por entidades como a Rede dos Comunistas, a União Sindical de Base, Cambiare Rotta e a Oposição Estudantil de Alternativa. Os participantes afirmaram que a presença do secretário de Estado norte-americano na capital italiana era uma grave sinalização política, ligada à pressão dos Estados Unidos contra países soberanos.
Os manifestantes denunciaram a política de sanções e ameaças de agressão mantida pelos Estados Unidos contra Cuba. Rubio foi apontado pelos organizadores como representante de uma política belicista e reacionária, ligada ao bloqueio econômico contra a ilha, ao apoio a guerras no Oriente Médio e à retomada da Doutrina Monroe na América Latina.
A pressão também chegou ao governo italiano. A Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (ANAIC) enviou uma carta à primeira-ministra Giorgia Meloni pedindo que rejeitasse as sanções norte-americanas durante reunião prevista com Rubio para 8 de maio. A entidade afirmou que as restrições impostas pelos Estados Unidos violam direitos humanos ao dificultar o acesso a medicamentos, combustível e outros suprimentos básicos, atingindo de forma grave o sistema de saúde cubano.
A associação também denunciou o caráter extraterritorial das pressões dos Estados Unidos, que prejudicam interesses italianos e limitam a soberania econômica europeia. Segundo a entidade, o clima de intimidação financeira e as sanções ao sistema bancário atingem empresários italianos que atuam dentro da legalidade internacional. A ANAIC lembrou ainda que a Itália rejeita historicamente o bloqueio nas Nações Unidas e defendeu relações com Cuba sem ingerência externa.





