Pesquisa Real-Time Big Data

Rui Pimenta é segunda opção de 1 a 2% dos eleitores no Brasil

Pré-candidato do PCO cresce em cenário eleitoral sem Flávio Bolsonaro ou sem Lula

A pesquisa nacional realizada pela Real-Time Big Data, divulgada em 5 de maio de 2026, indica que Rui Costa Pimenta, pré-candidato à presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), captaria 1% dos votos de Flávio Bolsonaro (PL) caso este não fosse candidato, 2% das intenções de voto de Lula (PT) em cenário de ausência do atual presidente e 1% dos votos de Ciro Gomes (PSDB) se este não participasse do pleito. O levantamento, registrado sob o número BR-03627/2026, contou com 2.000 entrevistas presenciais entre os dias 2 e 4 de maio, apresentando uma margem de erro de 2,0 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.

Apesar de não ter atingido 1% das intenções de voto nos cenários estimulados principais de primeiro turno, Rui Costa Pimenta demonstra uma presença mensurável como segunda opção para diferentes nichos do eleitorado. No cenário onde os entrevistados indicam sua segunda opção de voto, Pimenta não registra transferência superior a 1% entre os eleitores de Romeu Zema (Novo) e não pontua entre os apoiadores de Renan Santos (Missão).

A força eleitoral dos principais candidatos é evidenciada no primeiro cenário estimulado, onde Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que detém 34%. Nesse cenário, nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 5% e 4%, respectivamente, enquanto Renan Santos soma 3%. No segundo cenário testado, com a inclusão de Ciro Gomes, Lula mantém a dianteira com 38%, com Flávio Bolsonaro registrando 33% e Ciro Gomes empatando tecnicamente com Caiado e Zema, todos na casa dos 4%. Rui Costa Pimenta, embora figure na lista de nomes apresentados aos eleitores, não atinge 1% nesses cenários principais de primeiro turno, ficando agrupado com outros candidatos de menor expressão. Entretanto, a ausência de rejeição expressiva ao seu nome é um ponto que o diferencia dos líderes da pesquisa. Enquanto Lula enfrenta uma rejeição única de 44% e Flávio Bolsonaro de 41%, Rui Costa Pimenta registra 0% de rejeição específica.

Regionalmente, a pesquisa teve seu maior peso no Sudeste, com 42% das entrevistas, seguido pelo Nordeste com 28% e pelo Sul com 15%. No âmbito religioso, 43% dos eleitores de Lula se declaram católicos, enquanto 41% dos eleitores de Flávio Bolsonaro são evangélicos, reforçando as clivagens tradicionais desses grupos. Rui Costa Pimenta consegue penetrar marginalmente em grupos de segunda opção mesmo em estratos onde a rejeição aos grandes nomes é elevada. Entre os eleitores de Ciro Gomes, por exemplo, Lula é a segunda opção para 32%, mas Pimenta mantém seu 1% de reserva, o mesmo ocorrendo entre os eleitores de Zema e Renan Santos.

No tocante aos temas prioritários, o eleitorado de cada candidato demonstra visões distintas sobre o que deve ser o foco do próximo governo. Os eleitores de Lula priorizam a economia (24%) e o desenvolvimento e assistência social (17%), ao passo que os apoiadores de Flávio Bolsonaro focam quase exclusivamente na economia (26%) e no combate à corrupção (15%). Já o eleitorado de candidatos como Romeu Zema e Renan Santos coloca o combate à corrupção no topo de suas preocupações, com 32% e 33%, respectivamente. A aprovação à redução da jornada de trabalho de 6×1 para 5×2 é majoritária, atingindo 71% da população geral e 84% entre os eleitores de Lula, mas encontrando resistência relativa entre os eleitores de Zema e Renan Santos, onde a desaprovação sobe para 45% e 43%. Por outro lado, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais tem aprovação quase unânime, superando 66% em todos os grupos de eleitores, inclusive entre os de Flávio Bolsonaro e Caiado.

A avaliação do atual governo Lula em comparação ao governo anterior de Jair Bolsonaro mostra que 40% consideram a gestão atual pior, enquanto 31% a veem como melhor e 25% como igual. A aprovação pessoal do presidente Lula está em 42%, contra 52% de desaprovação. Em cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em um empate técnico rigoroso, com Flávio atingindo 44% e Lula 43%, evidenciando um crescimento do pré-candidato do PL em relação a março de 2026, quando ele tinha 41%. Contra Ciro Gomes, Lula empata em 43%. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 43% frente a 42% do governador de Goiás. A maior vantagem de Lula ocorre contra Renan Santos, onde o petista marca 48% contra 24% do representante do partido Missão.

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