Trabalhadores da Universidade Estadual de Campinas aprovaram em assembleia paralisação nesta segunda-feira (4) com caravana à cidade de São Paulo para lutar por reajuste salarial. A categoria reivindica reposição de perdas salariais acumuladas desde 2012 e índice de data-base que, somados, chegam a 17% de defasagem nos vencimentos. A paralisação foi deliberada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp e conta com apoio do Fórum das Seis entidades representativas da universidade, da Associação de Docentes e do Diretório Central dos Estudantes.
O movimento dos trabalhadores ocorre em momento crítico das negociações com a reitoria da universidade. Os servidores denunciam que não houve planejamento da gestão para política salarial permanente, apesar de promessas feitas quando o atual reitor assumiu o cargo. A categoria aguarda há anos por abono salarial e pelas duas referências prometidas, mas que nunca foram implementadas pela administração da universidade.
Os trabalhadores organizaram caravana à capital paulista para pressionar o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas a apresentar proposta concreta de reajuste. A reunião do conselho, programada para esta segunda-feira, é vista como oportunidade decisiva para que a reitoria demonstre compromisso real com a valorização dos servidores. A categoria lembra que em 2025 houve promessas semelhantes que não se concretizaram em política permanente de valorização salarial.
O Sindicato dos Trabalhadores divulgou boletim informativo explicando a situação salarial da categoria e convocando os servidores para a mobilização. Os trabalhadores argumentam que são essenciais para o funcionamento da universidade e que sem sua atuação não há pesquisa, ensino ou extensão universitária. A entidade sindical critica a postura da reitoria de não apresentar planejamento para ressarcir as perdas acumuladas ao longo de mais de uma década.
A defasagem de 17% nos salários representa perda significativa do poder aquisitivo dos servidores. Os trabalhadores explicam que mensalmente estão doando essa porcentagem de seu trabalho sem receber a devida remuneração. A situação se agrava quando se considera o período prolongado de acúmulo dessas perdas, que não foram repostas mesmo em momentos de melhoria orçamentária da universidade.
Os servidores sugerem diferentes formas de negociação para recompor os salários, incluindo parcelamento do índice de reposição ou pagamento de valores mensais fixos durante período determinado acrescidos de referências. Uma das propostas apresentadas pela categoria prevê pagamento de mil e seiscentos reais mensais durante dois anos mais duas referências na carreira, o que representaria política permanente de valorização.
A mobilização dos trabalhadores da Unicamp reflete descontentamento generalizado com a gestão da reitoria no que diz respeito à política salarial. Os servidores cobram que o reitor apresente proposta concreta na mesa de negociação do conselho de reitores, demonstrando compromisso real com a categoria. A paralisação desta segunda-feira é vista como demonstração de força dos trabalhadores e alerta para possibilidade de mobilizações maiores caso não haja avanço nas negociações.
O Fórum das Seis entidades e o Sindicato dos Trabalhadores alertam que a continuidade do impasse pode levar a novas paralisações e até greve, prejudicando as atividades acadêmicas da universidade. Os trabalhadores enfatizam que não desejam confronto, mas que não aceitarão mais promessas vazias sem implementação concreta de política salarial justa. A categoria aguarda posicionamento definitivo da reitoria sobre as reivindicações apresentadas.





