Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e pré-candidato à Presidência da República, afirmou, na Análise Política da Semana deste sábado (2), que o influenciador Monark voltou a ser alvo de perseguição política após retornar ao Brasil e tentar abrir um novo canal de entrevistas.
Monark havia deixado o País por receio de ser preso no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Após a volta, um processo aberto contra ele foi arquivado, o que teria levado o influenciador a tentar retomar sua atividade pública com um novo programa, chamado Bruno Aiub Show.
“O influenciador Monark voltou ao Brasil, ele saiu do Brasil com medo de ser preso pelo inquérito do Alexandre Moraes, o justiceiro Alexandre Moraes. Aí ele voltou. E um processo que tinha sido aberto contra ele foi cancelado. Aí ele se sentiu à vontade e abriu um canal de podcast que ele deu o nome de Bruno Aiub Show”, disse Pimenta.
O dirigente do PCO afirmou que a situação mudou quando o Ministério Público reabriu o processo relacionado a antiga fala de Monark sobre a possibilidade de existência de um partido nazista no Brasil. Para Pimenta, a declaração foi usada de maneira abusiva para transformar uma opinião em caso policial.
“Mas aí o que acontece? O Ministério Público foi lá e reabriu o processo contra ele. Quer dizer, o processo tinha sido engavetado, o Ministério Público foi lá e reabriu o processo contra ele. Famoso processo do Partido Nazista, onde ele disse que os nazistas poderiam ter o seu próprio partido. Coisa que, de maneira nenhuma, indicaria para ninguém que ele era a favor do nazismo em si”, afirmou.
Pimenta também declarou que a acusação contra Monark é absurda do ponto de vista legal. De acordo com o pré-candidato, a lei brasileira proíbe a exibição de símbolos nazistas, mas não prevê prisão por manifestação de opinião sobre o tema.
“Mesmo que ele falasse a favor do nazismo, isso não seria crime. Não daria lugar à prisão de ninguém. O que existe no Brasil é a proibição da exibição de símbolos nazistas. É o que está na lei. Se o cidadão falar bem do Adolf Hitler, não é crime. Mas no caso dele, se transformou em crime”, disse.
Na avaliação de Pimenta, o episódio não pode ser separado da atuação da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que, segundo ele, foi a primeira a agir contra Monark após a declaração que levou ao fim do antigo programa do influenciador.
“Não sei se todo mundo se lembra, mas quando o Monark falou essa frase do partido nazista, quem entrou com denúncia contra ele em primeiro lugar foi Conib. Tanto que o programa do Monark no YouTube, o Flow, acolheu lá um cidadão da Conib, que foi lá explicar o que era o Holocausto, o que era o nazismo. Uma coisa totalmente absurda”, afirmou.
Pimenta relacionou a reabertura do processo à retirada do novo canal de Monark do YouTube. Segundo ele, a alegação de descumprimento das regras da plataforma não explica o caso.
“Aqui, nós temos o dedo do lobby sionista. E aí, na medida em que foi reaberto o processo, o canal dele, que acho que nem começou a funcionar, foi fechado pelo YouTube com a alegação de que contraria as regras da comunidade, o que obviamente é uma mentira”, declarou.
O presidente do PCO afirmou ainda que as plataformas passaram a ter poder para retirar canais do ar sem dar explicações efetivas ao usuário. Na prática, disse Pimenta, o atingido só consegue reagir por meio de processos judiciais, enquanto permanece impedido de se manifestar.
“As mudanças na legislação deram o poder para as redes sociais de fazer esse tipo de coisa sem dar explicações a ninguém. Agora, se ele quiser ter um canal, ele tem que entrar com o processo, tem que alegar que ele está sendo discriminado etc. Mas até lá, até o processo correr, ele não pode fazer nada”, afirmou.
Para Pimenta, a esquerda trata o caso com indiferença, embora esse tipo de medida também venha sendo usado contra organizações e pessoas de esquerda. Ele citou, como exemplo, a situação de Zé Maria, presidente nacional do PSTU, também alvo de ação relacionada à questão palestina.
“A esquerda, que já presta pouca atenção ao caso do próprio Zé Maria, nesse caso aqui, ela nem liga, ela acha normal. Isso também vai ser, em grande medida, uma coisa contra a esquerda. O Monark teve o azar de falar em nazismo. Então, agora, o lobby sionista está de olho nele”, concluiu.





