São Paulo

SP: educadores retomam greve na capital e mantêm campanha no estado

É necessário retomar as mobilizações nas ruas, unificando todos os servidores municipais e estaduais em um grande movimento

O último dia 28 de abril foi de intensa mobilização de servidores públicos em São Paulo, com assembleias de grandes sindicatos como APEOESP, Sinpeem e Sindsep, reunindo milhares de trabalhadores pela cidade.

Numa verdadeira afronta, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou o miserável reajuste linear nos salários e nos vales-alimentação e auxílio-refeição de 3,51% ao funcionalismo municipal. Além de inferior à inflação, ainda quer parcelar esse índice: 2% em maio de 2026 e 1,51% em maio de 2027.

Diante do tamanho ataque, os servidores municipais se reuniram em duas assembleias: uma do Sindsep e Aprofem e outra do Sinpeem, Sinesp e Sedin.

Essas assembleias contaram com a presença de mais de 4 mil servidores, que não tiveram dúvidas em, imediatamente, dar uma resposta à altura ao prefeito Nunes: é greve!

Na assembleia do Sindsep, com servidores da saúde, assistência social, vigilância sanitária, professores, entre outros, a direção sindical aprovou, em votação totalmente dividida e contra a proposta de greve já e por tempo indeterminado defendida pela corrente Educadores em Luta, a proposta de indicativo de greve a partir da assembleia do dia 5 de maio.

Na outra assembleia, do Sinpeem, realizada duas horas mais tarde, maior, com a presença de milhares de profissionais da educação, houve muito descontentamento e revolta com a direção sindical, pois não estava encaminhando a decisão da assembleia anterior de 16/4, que já havia aprovado a greve. Os servidores pressionaram esses dirigentes a encaminhar a proposta de greve já e por tempo indeterminado. Essa posição foi aprovada por unanimidade, mostrando a tendência de luta dos servidores.

A greve se iniciou, e foi definido o próximo dia 6 para a próxima assembleia, com passeata pela Avenida 23 de Maio. Para unificar e ampliar a necessária luta por aumento real de salários, a Corrente Educadores em Luta do PCO conclama todos os servidores a engrossarem comandos de greve pela cidade, nas escolas, equipamentos da saúde e em todos os prédios da prefeitura, paralisando as atividades para derrotar o governo direitista de Ricardo Nunes e conseguir aumento real.

Essa tendência também se manifestou na rede estadual. Reunidos em assembleia na ALESP, após reunião do Conselho de Representantes da Apeoesp, os professores estaduais impuseram um recuo ao governo e à sua base na Assembleia Legislativa, com os deputados sequer dando quórum, fugindo do plenário para não votar o PL de Tarcísio de Freitas, com medo do crescimento da mobilização dos professores. Foi aprovada, no Conselho Estadual de Representantes (CER), a continuação da pressão sobre os deputados e uma nova reunião do CER no dia 6 de maio.

É necessário retomar as mobilizações nas ruas, unificando todos os servidores municipais e estaduais em um grande movimento contra a política de brutal arrocho salarial contra os trabalhadores, imposta pelos banqueiros e seus capachos, Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas.

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