O Partido da Causa Operária (PCO) está convocando junto com os Comitês de Luta e outros movimentos uma manifestação no 1º de Maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, a ser realizada em frente ao Theatro Municipal, em São Paulo, às 11h.
Anti-imperialista
Os organizadores da atividades anunciaram que a manifestação terá caráter classista e anti-imperialista, destacando o apoio à luta fundamental para a classe operária que países como Irã, Rússia, Venezuela e Cuba levam adiante nesse momento, diferenciando-se dos atos convocados pela esquerda pequeno-burguesa e pelas centrais sindicais patronais, a maioria deles de caráter meramente eleitoral.
O ato, como corresponde à data histórica da luta da classe trabalhadora, vai destacar também as reivindicações dos trabalhadores diante da etapa atual de agravamento da crise capitalista levantando reivindicações imediatas e históricas dos explorados contra o roubo dos salários, como a reposição de 100% das perdas salariais e o aumento do salário mínimo que hoje, segundo o DIEESE, deveria ser de cerca de R$7.500 para atender às necessidades vitais de uma família operária; a defesa da redução da jornada de trabalho, para o máximo de 35 horas semanais (5 dias por semana x 7 horas por dia); a revogação de todas as “reformas” do regime golpista contra os explorados (Trabalhista, Previdência etc) etc. Vai defender a unidade na luta dos trabalhadores da cidade e do campo pela conquista da reforma agrária com expropriação do latifúndio.
Como corresponde a um 1º de Maio classista e de luta, o ato vai impulsionar a luta por uma política própria dos trabalhadores diante da crise, defendendo a estatização do sistema financeiro e o não pagamento da fraudulenta dívida pública, o cancelamento das privatizações como da Eletrobras e de todo o sistema elétrico, da Vale etc., a reestatização de todo o sistema Petrobrás; defendendo o controle dos trabalhadores sobre essas empresas. Defender a mobilização das massas como arma fundamental, se opondo à fracassada política de alimentar as ilusões de que mudanças fundamentais possam ser conquistadas pelo voto nas eleições dominadas pelo grande capital.
Pela revolução, pelo socialismo
O 1º de Maio Vermelho, sem patrões e sem pelegos, vai se pronunciar pela defesa da mobilização dos trabalhadores como arma fundamental para conquistar essas e outras reivindicações e para pôr fim à ditadura dos bancos e dos seus representantes contra a maioria do povo, defendendo um governo próprio do explorados, um governo operário e camponês, um governo dos trabalhadores da cidade e do campo e das suas organizações, que exproprie o grande capital e abra caminho para o socialismo.





