No próximo 1º de Maio, o Partido da Causa Operária (PCO) realizará, em São Paulo, um ato classista, internacionalista e anti-imperialista em defesa dos trabalhadores brasileiros e dos povos oprimidos pelo imperialismo. Marcada para as 11h, em frente ao Theatro Municipal, a atividade terá como eixo central a luta contra a política neoliberal e a defesa de países atacados pelo imperialismo, como Cuba, hoje submetida a uma nova etapa do bloqueio criminoso dos Estados Unidos.
A convocação do PCO busca resgatar o verdadeiro sentido do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, em oposição às comemorações esvaziadas, burocráticas e sem conteúdo político. Enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) optou por fragmentar a data em pequenas atividades, abandonando a necessidade de uma grande mobilização na capital paulista, o Partido chama os trabalhadores de São Paulo e de todo o País a concentrar forças em um único ato nacional, combativo e independente.
A situação de Cuba mostra por que o 1º de Maio precisa ser levantado, neste ano, com uma política claramente anti-imperialista. A ilha atravessa uma grave crise energética agravada pelo bloqueio dos Estados Unidos, que intensificaram as medidas para interromper o fluxo de combustível ao país. No fim de janeiro, o governo norte-americano impôs novas restrições contra os países que fornecessem petróleo a Cuba, aprofundando o desabastecimento e os apagões que já vinham atingindo duramente a população cubana.
Diante disso, a chegada de petróleo russo ao país representou apenas um alívio temporário. Segundo as informações divulgadas, o navio russo Anatoly Kolodkin descarregou no final de março cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto, o que permitiu reduzir momentaneamente os apagões e dar algum fôlego ao sistema energético cubano. Ainda assim, as próprias autoridades cubanas alertaram que essa ajuda não resolve de maneira duradoura o problema, já que o país precisaria de vários carregamentos do mesmo porte para atender suas necessidades. A crise não é resultado de qualquer “fracasso interno”, como tenta fazer crer a propaganda imperialista, mas de um cerco brutal imposto pela maior potência do planeta contra uma pequena nação que insiste em defender sua soberania.
A luta dos trabalhadores brasileiros não pode ser separada da luta dos povos oprimidos pelo imperialismo. O bloqueio contra Cuba, assim como as sanções, as guerras e a chantagem econômica aplicada em todo o mundo, faz parte da mesma política que ataca salários, destrói direitos e impõe a miséria à classe operária. O trabalhador brasileiro paga mais caro, ganha menos, vê os impostos aumentarem, assiste à deterioração de suas condições de vida e, ao mesmo tempo, é chamado a aceitar como normal que o imperialismo esmague povos inteiros para manter sua dominação.
No Brasil, a situação também é grave. Cerca de um quarto da população vive cronicamente do Bolsa Família, o salário mínimo segue incapaz de dar conta das necessidades mais elementares da população, e a dívida pública continua consumindo o orçamento nacional. Contra tudo isso, o ato convocado pelo PCO pretende colocar nas ruas uma política de independência de classe e de enfrentamento real contra o imperialismo e seus agentes.
A programação do dia será uma jornada completa de mobilização. A concentração começa às 11h, em frente ao Theatro Municipal, no centro de São Paulo. De lá, os manifestantes seguirão em caminhada até a Praça da Sé, levando às ruas a agitação política em defesa de um programa revolucionário e anti-imperialista. Depois da caminhada, a atividade será encerrada no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), na Rua Conselheiro Crispiniano, 73, no bairro da República, onde haverá churrasco e open bar de chope a partir das 14h.
A mobilização terá caráter nacional. Militantes, ativistas e comitês de várias regiões do País já estão organizando caravanas para participar do ato em São Paulo. Estão previstas delegações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Ceará.




