Nos próximos dias 8 e 9 de maio, está marcada para acontecer, na Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), a Conferência Distrital dos Bancários de Brasília, dando início à etapa regional de Brasília para a Campanha Nacional dos Bancários.
A Conferência Distrital tem como finalidade debater, junto com os bancários de Brasília, a conjuntura política e econômica, definir estratégias, discutir as pautas de reivindicações e estabelecer as prioridades da base de Brasília. No final do encontro, será realizada uma assembleia com a finalidade de aprovar as pautas apresentadas, que serão levadas para os eventos nacionais que ocorrerão entre os dias 17 e 21 de junho, ou seja, para a 28ª Conferência Nacional dos Bancários; o 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil; o 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa; e os encontros nacionais dos funcionários do Bradesco, Itaú/Unibanco, Santander e Mercantil. Além da aprovação das pautas a serem levadas para os encontros nacionais, serão eleitos delegados que representarão os trabalhadores bancários de Brasília nesses eventos.
A Campanha Salarial dos Bancários deste ano irá se desenvolver em meio à ofensiva reacionária da política dos banqueiros de demissão em massa, arrocho salarial, terceirização, ataque aos planos de saúde e à previdência dos trabalhadores das estatais, tentativa de acabar com a jornada de 30 horas semanais, descomissionamentos, fechamento de agências e dependências administrativas, consequência da política de reestruturações, etc. O arrocho salarial e as demissões são duas faces da política dos banqueiros de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o ônus de toda a orgia financeira e capitalista levada às últimas consequências por um punhado de parasitas especuladores que têm levado a economia nacional à falência. Nessa Campanha Salarial, a categoria bancária deve levantar a sua voz e dizer aos banqueiros e a seus governos um retumbante e unitário não. Não aceitar os ataques de liquidação de seus direitos, não às migalhas jogadas pelos banqueiros nas mesas de negociação no quesito reajuste salarial, não às terceirizações, etc.
Os banqueiros declararam guerra contra os bancários e, nessa guerra, não podemos utilizar boleadeiras quando os nossos inimigos utilizam fuzis. Nesse sentido, a reação contra os banqueiros tem que se dar em torno de um programa de mobilização e de lutas que aponte para uma forte reação unitária e coesa de toda a categoria contra essa ofensiva reacionária dos patrões, que vêm massacrando os trabalhadores bancários ao longo dos últimos períodos.





