Dados do governo alemão revelaram, na quinta-feira (16), que a Alemanha aprovou exportações de armamentos para “Israel” no valor de 6,6 milhões de euros nas primeiras semanas da guerra contra o Irã. O conflito foi desencadeado em fevereiro de 2026 e, apesar das declarações oficiais de preocupação com o conflito no Oriente Médio, o país adotou posição pró-sionista. As informações foram obtidas por jornalistas e veiculadas após consulta ao Ministério Federal de Economia e Ação pelo Clima, órgão responsável pelas autorizações de exportação de armas na Alemanha, e revelam que, mesmo durante um período de aparente moderação, Berlim manteve o fluxo de armamentos para o regime sionista.
Segundo os dados divulgados, as exportações autorizadas entre 28 de fevereiro e 27 de março de 2026 não incluíram armamentos pesados como tanques ou artilharia, sendo classificadas como “outros equipamentos militares”. No entanto, ao se considerar um período mais amplo de quatro meses após o levantamento de restrições anteriores, o total das licenças concedidas chegou a aproximadamente 166,95 milhões de euros. Mesmo durante um período de suspensão parcial decretado em agosto de 2025 pelo chanceler Friedrich Merz, diante da intensificação das críticas internacionais às ações de “Israel” em Gaza, foram aprovadas licenças no valor de 10,44 milhões de euros sob categorias de isenção.
O histórico da política alemã de armamentos para “Israel” é longo. Após o ataque de outubro de 2023, a Alemanha foi um dos países que mais rapidamente voltou a autorizar exportações militares ao Estado sionista. Entre 2019 e 2023, a Alemanha foi responsável por 30% das importações de armas pesadas de “Israel”, suprindo principalmente equipamentos navais. Em agosto de 2025, o chanceler Merz determinou a suspensão temporária das exportações de equipamentos que pudessem ser usados no conflito em Gaza, decisão que, além de vaga em seus critérios, durou apenas cerca de três meses e meio, sendo revertida após o anúncio de cessar-fogo entre “Israel” e o Hamas.





