Nos dias 18 e 19 de abril, o Partido da Causa Operária (PCO), por meio da Universidade Marxista, realizará um dia de atividades em defesa da Venezuela, tendo como eixo o curso A História da Revolução Bolivariana. A programação combinará formação política, debate público e atividades presenciais em São Paulo e em outras cidades, com o objetivo de apresentar a trajetória da Revolução Bolivariana e discutir a resistência da Venezuela às ofensivas do imperialismo.
A iniciativa dá continuidade a uma linha de atividades temáticas que o Partido vem promovendo nacionalmente. De acordo com a organização, experiências recentes mostraram que esse formato tem ampliado a participação política em várias regionais. O debate realizado nas últimas semanas sobre a guerra contra o Irã, por exemplo, reuniu cerca de 400 pessoas em todo o País. Agora, o foco será a defesa da Venezuela e o balanço histórico do chavismo.
O centro da programação será o curso A História da Revolução Bolivariana, ministrado por Henrique Simonard, da Direção Nacional do PCO. Em São Paulo, a atividade será realizada no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), com possibilidade de participação presencial. Parte da programação também poderá ser acompanhada remotamente.
No sábado, 18 de abril, as atividades serão abertas ao público. A programação começará às 10 horas, com a primeira aula da manhã. Depois, haverá almoço no CCBP, seguido da Análise Política da Semana e da continuidade do curso. As duas aulas abertas também serão transmitidas pelo YouTube, com espaço para que os participantes enviem perguntas ao longo da atividade.
A proposta é transformar o sábado em um dia nacional de debate político em defesa da Venezuela. Além da atividade central em São Paulo, a orientação é que a programação seja acompanhada coletivamente em diferentes cidades, reunindo apoiadores, simpatizantes e interessados no tema. O curso, assim, não será apenas uma atividade formativa isolada, mas o eixo de um dia mais amplo de mobilização política.
No domingo, 19 de abril, será realizada a segunda parte do curso, ao longo de todo o dia. Essa etapa será destinada aos inscritos e dará continuidade ao percurso histórico e político iniciado no sábado.
O conteúdo do curso pretende apresentar, em ordem histórica, os principais acontecimentos que explicam a ascensão de Hugo Chávez, a formação do chavismo e a abertura de uma nova etapa de enfrentamento ao imperialismo na América Latina. Entre os temas previstos estão a crise do regime do Pacto de Puntofijo, o Caracazo de 1989, o surgimento do MBR-200, a insurreição militar de 1992 e a vitória eleitoral de Chávez em 1998.
Também serão discutidos aspectos mais amplos da formação política e social da Venezuela contemporânea, como a influência da Revolução Cubana, a experiência da luta armada no país, a crise do modelo rentista, o papel da PDVSA e o esgotamento da ordem política tradicional venezuelana. A ideia é mostrar que o chavismo não surgiu de maneira espontânea, mas como resultado de uma longa crise do regime político venezuelano e de um processo de reorganização da luta popular.
Além do período que levou Chávez ao governo, o curso abordará a etapa aberta a partir de 1999, quando a Revolução Bolivariana passou a enfrentar diretamente a burguesia venezuelana e a pressão do imperialismo norte-americano. Nesse ponto, o programa destaca o golpe de Estado de 2002, derrotado pela mobilização popular e pela resistência de setores das Forças Armadas, como um dos momentos decisivos do processo.
A programação também alcança os anos posteriores à morte de Chávez, marcados por sanções, bloqueios, cerco diplomático e diversas operações de desestabilização voltadas contra a Venezuela. Um dos objetivos centrais do curso é justamente explicar por que o chavismo não caiu, mesmo diante da pressão econômica, política e internacional exercida durante anos contra o país.
Segundo a formulação apresentada para a atividade, o estudo da Revolução Bolivariana é parte de um debate mais amplo sobre a luta anti-imperialista na América Latina. Nesse sentido, o curso pretende discutir não apenas os acontecimentos internos da Venezuela, mas também seu significado para toda a região e para os movimentos que enfrentam a dominação imperialista.
Ao convocar o dia de atividades em defesa da Venezuela, a organização procura também responder ao cerco político e ideológico promovido contra o país. A proposta é que a programação sirva tanto para formar politicamente os participantes quanto para ampliar o debate público sobre a situação venezuelana, em contraposição às campanhas de desmoralização conduzidas contra a Revolução Bolivariana.
O fato de a primeira parte do curso ser aberta ao público, com transmissão pela internet, busca justamente ampliar esse alcance. A expectativa é reunir não apenas pessoas já vinculadas ao Partido, mas também interessados na história recente da América Latina, na trajetória de Hugo Chávez e nas transformações políticas ocorridas na Venezuela nas últimas décadas.
Com isso, os dias 18 e 19 de abril devem concentrar uma programação que une formação teórica, debate da conjuntura internacional e atividade política pública. Em São Paulo, o Centro Cultural Benjamin Péret sediará presencialmente o encontro. Em outras cidades, a proposta é que grupos e apoiadores também acompanhem coletivamente a programação.
Os interessados ainda podem se inscrever pela plataforma da Universidade Marxista. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo telefone (11) 99741-0436.




