A Rússia propôs a criação de reservas conjuntas de alimentos com os BRICS e antigos vizinhos soviéticos da União Econômica Eurasiática, nesta segunda-feira (13), por meio do vice-secretário do Conselho de Segurança Alexander Maslennikov, diante da crise no Irã que fecha o Estreito de Ormuz e ameaça um terço do comércio global de fertilizantes afetando metade da produção mundial de alimentos. A demanda visa ampliar a cooperação para garantir segurança alimentar global.
A proposta russa enfatiza a expansão da cooperação com países amigos especialmente via reservas conjuntas para combater riscos à segurança alimentar decorrentes do conflito no Oriente Médio. A Rússia, maior exportador de trigo do mundo e grande produtor de fertilizantes, busca aumentar exportações agrícolas em cinquenta por cento até 2030. O fechamento do Estreito de Ormuz desde o início das agressões dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã eleva preços de petróleo, gás e fertilizantes e pode reduzir pela metade a produtividade de culturas principais. O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Programa Mundial de Alimentos alertaram para o risco de aumento recorde no número de pessoas famintas que pode chegar a 673 milhões.
A Rússia está posicionada para expandir exportações de alimentos para o Oriente Médio, Ásia, África e América Latina incluindo Egito, China e Índia membros do BRICS. Putin deve discutir segurança alimentar em reunião com o presidente da Indonésia. A proposta aponta no caminho de ampliar as funções do BRICS o colocando de forma mais clara como organismo de cooperação além de um mero acordo comercial.


