A Copa Sul-americana de 2026 começou nesta terça-feira (7) com a promessa de ser uma das edições mais fortes da história recente do torneio. O principal dado que sustenta essa expectativa é a presença de dez clubes que já conquistaram a Copa Libertadores da América, número que iguala a própria edição atual da Libertadores. A competição reúne nesta temporada Santos, São Paulo, River Plate, Grêmio, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, San Lorenzo, Racing e Olimpia, além de equipes estreantes e de clubes tradicionais de vários países do continente.
A abertura da fase de grupos já apresenta confrontos que dariam peso a fases mais avançadas de outras edições. Vasco e Olimpia estão no mesmo grupo, assim como Santos e San Lorenzo. Outro duelo que chama atenção é Botafogo contra Racing, repetindo o encontro que decidiu a Recopa Sul-Americana do ano passado, vencida pelo clube argentino. Esse desenho mostra um torneio menos periférico e mais carregado de equipes com trajetória continental, o que tende a aumentar o interesse sobre a fase inicial e a elevar o nível da disputa desde a primeira rodada.
A edição de 2026 também apresenta estreantes em competições internacionais. Deportivo Recoleta, do Paraguai, e Deportivo Riestra, da Argentina, fazem sua primeira participação em torneios continentais. A presença desses novatos convive com a entrada de campeões históricos, produzindo uma combinação típica do futebol sul-americano: clubes de peso tradicional lado a lado com equipes que chegam pela primeira vez ao cenário internacional e tentam transformar o torneio em vitrine esportiva e política para seus projetos locais.
Os grupos foram formados de maneira a distribuir grandes equipes em diferentes chaves. No Grupo A estão América de Cali, Alianza Atlético, Tigre e Macará. O Grupo B reúne Atlético-MG, Cienciano, Juventud e Puerto Cabello. O Grupo C tem São Paulo, Millonarios, O’Higgins e Boston River. No Grupo D aparecem Santos, Deportivo Cuenca, Deportivo Recoleta e San Lorenzo. O Grupo E reúne Racing, Botafogo, Caracas e Independiente Petrolero. O Grupo F conta com Grêmio, Montevideo City Torque, Palestino e Deportivo Riestra. O Grupo G ficou com Olimpia, Vasco, Barracas Central e Audax Italiano. Já o Grupo H reúne River Plate, Bragantino, Blooming e Carabobo.
A programação da primeira rodada começou na terça-feira (7) com Barracas Central x Vasco às 19h, Independiente Petrolero x Racing também às 19h, O’Higgins x Millonarios às 21h, Boston River x São Paulo às 21h30 e Alianza Atlético x Tigre às 23h. Na quarta-feira (8), a sequência inclui Deportivo Cuenca x Santos, Deportivo Riestra x Palestino e Deportivo Recoleta x San Lorenzo às 19h; Audax Italiano x Olimpia às 21h; Blooming x River Plate e Montevideo City Torque x Grêmio às 21h30; e Puerto Cabello x Atlético-MG às 23h. Na quinta-feira (9), jogam Botafogo x Caracas e Juventud x Cienciano às 19h, além de Carabobo x Bragantino e Macará x América de Cali às 21h30.
O número de campeões da Libertadores presentes na Sul-Americana ajuda a explicar por que parte da imprensa esportiva passou a chamar a competição de “Super Sula”. O rótulo expressa o fortalecimento relativo do torneio, mas também revela uma mudança no futebol do continente: clubes grandes passam a circular com mais frequência por diferentes competições, em razão de oscilações esportivas, calendários apertados, modelo de classificação e crescente desigualdade entre elencos. Para o torcedor, isso significa mais confrontos de peso numa competição antes vista como secundária.



