A tentativa de emplacar uma lei do silêncio no Brasil para proteger o Estado de “Israel” ganhou assinaturas dentro do maior partido de esquerda do país. O recuo dos seis deputados do PT que assinaram o Projeto de Lei 1424/2026, de autoria de Tabata Amaral (PSB), não apaga a realidade: há uma quinta coluna sionista operando no coração da bancada petista, pronta para sacrificar a liberdade de expressão e a causa palestina no altar dos interesses imperialistas.
A retirada das assinaturas, ocorrida nesta segunda-feira (30), foi uma reação desesperada à repulsa generalizada da base militante. Os argumentos apresentados para o recuo — “erro interpretativo”, “inclusão inadvertida” ou “gentileza” com a proponente — são insultuosos à inteligência de quem acompanha a política nacional.
Os parlamentares que chancelaram o projeto de Tabata Amaral — uma conhecida criação da Fundação Lemann e braço do sionismo no Congresso — são:
- Vander Loubet (MS)
- Welter (PR)
- Ana Paula Lima (SC)
- Reginaldo Lopes (MG)
- Luiz Couto (PB)
- Alexandre Lindenmeyer (RS/RJ)
Ninguém assina um projeto de lei dessa gravidade — que visa adotar os parâmetros da IHRA para criminalizar a denúncia dos crimes de Israel — “sem querer” ou por “erro de assessoria”. Um parlamentar e sua equipe técnica têm a obrigação de ler o que subscrevem. O que houve foi uma promiscuidade política deliberada.
O deputado Welter (PT-PR) chegou ao cúmulo de admitir que a assinatura foi um “convite de Tabata” após ela assinar “gentilmente” um projeto dele sobre agricultura familiar. Já a assessoria de Vander Loubet (PT-MS) alegou um “erro interpretativo”, como se um legislador experiente não soubesse distinguir uma política de proteção religiosa de uma ferramenta de censura política internacional.
O projeto em questão buscar institucionalizar a blindagem do Estado de “Israel” no momento em que ele comete um genocídio a céu aberto em Gaza. Ao adotar a definição da IHRA, o projeto abre caminho para que qualquer brasileiro que denuncie o sionismo como um movimento fascista ou defenda uma “Palestina livre do rio ao mar” possa ser enquadrado como criminoso, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão.
Como bem denunciado pela análise política da semana, a lei equipara a crítica a uma entidade política (o Estado de “Israel”) a um ataque racial/religioso (aos judeus). É uma operação de encobrimento de crimes de guerra.
A presença desses “quinta colunas” no PT revela que o sionismo não está apenas no bolsonarismo ou no “Centrão”. Ele está infiltrado no entorno da presidência e na liderança do Senado. Figuras como Jaques Wagner, que fala em “exterminar” a resistência palestina, e a assessora Clara Ant, que organiza seminários pró-Israel no Itamaraty, mostram que o PT é hoje uma “grande fachada” atrás da qual operam interesses escusos.
Esses seis deputados não são apenas “ingênuos” ou vítimas de suas assessorias. Eles são agentes de uma política que considera o povo palestino “não-gente”. A retirada das assinaturas sob pressão não limpa a ficha de quem se dispôs a ser cabo eleitoral de uma lei ditatorial proposta por uma agente da Fundação Lemann.





