A notícia de que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recuou da ação contra o youtuber Bruno Aiub “Monark” revela a farsa do suposto combate ao “nazismo” por parte das instituições brasileiras. Após anos de um inferno astral que custou ao rapaz seu emprego e sua reputação, a montanha pariu um rato. O MP agora admite o que sempre foi óbvio para qualquer observador honesto: Monark não é nazista, nem fez apologia de qualquer crime; ele apenas defendeu um direito democrático — a liberdade de expressão absoluta.
Contudo, o estrago está feito. E o que emerge dos escombros do cancelamento não é um ambiente nem menos nazista, nem com mais liberdade de expressão, mas sim a concretização do verdadeiro objetivo por trás daquela histeria: a Lei Tabata Amaral.
Na época do fatídico episódio no Flow Podcast, o lobby sionista e setores da esquerda se uniram em um coro ensurdecedor. O argumento era de que a fala de Monark — que apenas hipotetizou o direito de existência de um partido, sem jamais defender sua ideologia — representava um risco iminente à “democracia”.
O recuo do MP-SP em 2026 revela a fragilidade dessa tese. Ao dizer que Monark teve apenas uma “compreensão equivocada” e que suas falas foram “rasas”, o Estado confessa que a perseguição foi ilegal. Monark foi o boi de piranha usado para testar até onde a opinião pública aceitaria o cerceamento da fala em nome do “combate ao ódio”.
Enquanto o público se distraía com o linchamento virtual de um youtuber, o verdadeiro projeto avançava silenciosamente nos bastidores do Congresso. Sob o pretexto de combater o antissemitismo, a Lei Tabata Amaral busca, na prática, tornar crime qualquer crítica ao “Estado de Israel” e ao sionismo.
Não se pode esquecer que, no auge da crise do Flow, o lobby sionista agiu com força total. O programa, como forma de “retratação”, entrevistou, logo após a crise causada pela fala de Monark, André Lajst, um ex-soldado israelense.
Aqueles que celebraram a queda de Monark e pediram o rigor da lei contra uma opinião agora colhem os frutos. Com a Lei Tabata Amaral, a crítica ao massacre na Palestina ou a denúncia do caráter colonial do Estado de “Israel” passa a ser enquadrada como racismo.





