O próximo período de preparação, organização e a Campanha Salarial da categoria bancária, propriamente dita, neste ano de 2026, permite inaugurar uma nova etapa para o movimento dos bancários em nível regional, com projeções nacionais, rumo à superação dos problemas que estão bloqueando e comprometendo o esforço de luta: a projeção de novos representantes de base da categoria bancária, realmente combativos e comprometidos tão somente com a luta pelas reivindicações mais sentidas dos bancários e pelo conjunto dos trabalhadores.
É um fato que, apesar da grande disposição de luta historicamente demonstrada pela categoria, ela vem se deparando com amargas e sucessivas derrotas nos últimos anos, que se traduzem em acordos verdadeiramente miseráveis, impingidos aos bancários.
A explicação de tal fato deve ser buscada na ação conciliadora que fundamenta a política do conjunto das direções bancárias, em primeiro lugar da corrente majoritária nacionalmente, a “Articulação Sindical”, mas também de correntes que, embora organicamente autônomas e que se autoproclamem de “oposição”, como a CSP-Conlutas, que hoje controla os sindicatos do Maranhão, do Rio Grande do Norte e de Bauru (SP), e a chamada “Alternativa Bancária” (PCBR, UP, PCB), por carecerem de personalidade e política próprias, são, de fato, versões mais ou menos moderadas da política da Articulação.
Contra essa situação, e a partir da experiência de longos anos de atuação no movimento sindical, é que a Corrente Sindical Nacional Causa Operária Bancários em Luta, nesse período de preparação para a Campanha Salarial da Categoria Bancária, apresenta um conjunto de ideias políticas em torno das quais temos lutado nos congressos da CUT, nos encontros e nos congressos da categoria, bem como no cotidiano da sua intervenção.
Essas ideias fazem parte de um Programa Político. Não se trata de uma lista de reivindicações, mas de um conjunto de caracterizações do País, de suas classes sociais, de sua estrutura política e de prognósticos do desenvolvimento possível da luta de classes no Brasil, com base no qual apresentamos as reivindicações que, no modo de ver de Bancários em Luta, correspondem à situação e aos interesses não apenas da categoria bancária, mas de todos os trabalhadores.
Este programa, que norteia o Bancários em Luta e é submetido à discussão da categoria por meio de boletins, sites e redes sociais, pretende não só oferecer um rumo claro às lutas no próximo período, como também propiciar a formação de uma sólida corrente de militantes classistas bancários que, atuando com uma clara consciência dos interesses comuns a todos os trabalhadores, constitua-se em uma verdadeira direção para o nosso sindicato e seja parte integrante da luta por uma nova direção para o movimento bancário brasileiro: uma direção classista, antiburocrática e anticapitalista, ou seja, uma política própria dos trabalhadores diante da crise; sindicatos como instrumento de luta que tenham um plano de lutas, que unifique não só os bancários, mas o conjunto dos trabalhadores do País em um só combate.





