A seleção de Gana demitiu ontem o técnico Otto Addo a 72 dias do início da Copa do Mundo. Conhecido como Black Stars, o time tomou decisão após a derrota por 2 a 1 para a Alemanha em amistoso realizado em Stuttgart na segunda-feira e a goleada por 5 a 1 sofrida para a Áustria em Viena na sexta-feira anterior.
Addo, de 50 anos, nascido na Alemanha e com carreira de jogador naquele país, havia iniciado o segundo período como treinador de Gana em março de 2024. Sob seu comando, a equipe perdeu os últimos quatro jogos e não se classificou para a Copa Africana de Nações de 2025. Apesar de contar com jogadores como o atacante Mohammed Kudus, do Tottenham, e o ponta Antoine Semenyo, do Manchester City, o time não conseguiu resultados positivos.
A Associação de Futebol de Gana comunicou que a saída de Addo foi imediata. O órgão informou que anunciará a nova comissão técnica em breve. Gana integra o grupo com Inglaterra, Panamá e Croácia na Copa do Mundo que será disputada no Canadá, México e Estados Unidos entre 11 de junho e 19 de julho.
A equipe estreia contra o Panamá em 18 de junho, enfrenta a Inglaterra em 23 de junho e fecha a fase de grupos contra a Croácia em 27 de junho.
A fragilidade das seleções africanas revela o impacto da exploração imperialista sobre o continente. Os melhores jogadores africanos são contratados ainda jovens por clubes europeus, o que drena talentos e enfraquece as estruturas locais. Gana investe pouco em formação de base e infraestrutura esportiva porque os recursos são limitados pela dependência econômica imposta pelo capital monopolista internacional, além do boicote direto pelas seleções dos países imperialistas.



