O anúncio oficial de que Geraldo Alckmin (PSB-SP) será novamente o vice na chapa de Lula para 2026 é um presentaço entregue diretamente nas mãos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto o povo brasileiro amarga um salário mínimo de fome e a disparada do preço dos combustíveis, Lula decide pisar na mesma lama de 2022, reafirmando uma aliança que só serve para empurrar o Brasil cada vez mais para a direita. Indicar Alckmin é assinar um atestado de falência da esquerda e estender o tapete vermelho para o bolsonarismo voltar com o discurso de que “é tudo farinha do mesmo saco”.
Geraldo Alckmin é a personificação do neoliberalismo que quebrou São Paulo e o Brasil. Ele foi o candidato oficial dos bancos por duas vezes pelo PSDB, o partido do imperialismo durante décadas. Alckmin é o homem da repressão policial, do sumiço da merenda escolar e da falta de popularidade crônica. Ele é odiado pelos mais diversos setores da população. Ao escolher um vice desses, Lula joga no lixo qualquer discurso sério de soberania nacional. Como falar em proteger as nossas riquezas se o seu braço direito é um privatizador?
Na eleição passada, os bolsonaristas já usavam a figura de Alckmin para provar que Lula pertencia ao “sistema”. Agora, depois de todo o desgaste do mandato, Lula reforça o erro. Se o candidato da “esperança” vai de Alckmin, o que sobra para o povo? Não sobra nada, apenas o vácuo que Flávio Bolsonaro e a extrema direita adoram ocupar. A política de “terceira via” disfarçada de esquerda levará a uma grande derrota para os trabalhadores.
Até quem sempre esteve na linha de frente do apoio ao PT está perdendo a paciência. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já declarou: o terceiro governo Lula conseguiu a proeza de desapropriar menos terras para do que o governo golpista de Michel Temer.
O resultado dessa escolha é uma tragédia anunciada. Lula não ganha popularidade com o setor financeiro — que já o odeia por natureza — e perde o entusiasmo da sua base. No final das contas, Alckmin no Palácio do Planalto é a garantia de que, se algo der errado, a direita já tem o seu substituto pronto dentro de casa.





