O ex-chefe da Al-Qaeda, Ahmad al-Sharaa, esteve pela primeira vez, nesta terça-feira (31), em Londres no Reino Unido e foi recebido pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer em Downing Street. Um dia antes, o “ex-líder” terrorista esteve em Berlim, na Alemanha.
A agência de notícias estatal SANA informou que: “Os dois líderes discutiram formas de fortalecer os laços de acordo com os interesses comuns de ambos os países, enfatizando a importância de expandir a cooperação em desenvolvimento e investimento. Eles também analisaram os desenvolvimentos regionais e internacionais”.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, e o ministro da Economia, Nidal al-Shaar, participaram da reunião. Segundo a SANA, Sharaa deveria se encontrar com outros altos funcionários do Reino Unido.
Conforme o The Cradle, declarações feitas no ano passado pelo ex-embaixador dos EUA na Síria, Robert Ford, uma ONG britânica esteve por trás da reformulação da imagem e do treinamento político de Sharaa, como parte de um plano que visava “tirar Sharaa – conhecida à época como Julani – do mundo do terrorismo e integrá-lo à política convencional”.
A imprensa alemã, por sua vez, informou que “o autoproclamado presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, recebeu uma ‘grande recepção’ em Berlim”. Al-Sharaa e o chanceler alemão, Friedrich Merz, realizaram uma coletiva de imprensa conjunta na segunda-feira, com foco nos esforços de reconstrução, na cooperação econômica e nos desenvolvimentos regionais.
Merz elogiou a nova mudança na Síria, dizendo que “há um ano, o povo sírio foi libertado de um regime ditatorial”, acrescentando que as imagens de prisioneiros sendo libertados e as cenas de celebração nas ruas “nos impactaram profundamente e continuam a repercutir até hoje”.
Ele acrescentou que a Alemanha esteve ao lado do povo sírio “contra a ditadura de Assad”, observando que um milhão de sírios buscaram refúgio na Alemanha. “Uma nova fase de reconstrução da Síria começou”, disse Merz, expressando confiança de que os sírios na Alemanha contribuiriam para a reconstrução de sua pátria.
Al-Sharaa, por sua vez, expressou seu apreço pelo apoio dos alemães: “Em meu nome e em nome do povo sírio, expresso minha profunda gratidão à Alemanha, à sua liderança e ao seu povo.” “Não nos esqueceremos de como vocês abriram as portas para um milhão de sírios quando eles não tinham para onde ir”, disse o ex-líder terrorista.
Al-Sharaa destacou a posição estratégica da Síria no Mediterrâneo, posicionando o país como um “porto seguro” e alternativa segura para rotas de energia e cadeias de suprimentos entre o Oriente e o Ocidente, especialmente em caso de instabilidade no Mar Vermelho. Fica claro que a visita do ex-líder terrorista aos dois países europeus se trata de um esforço de fortalecimento de laços com a Europa e União Europeia.
O que vemos aqui são países ditos democráticos que se dizem trabalhar ativamente para “combater o terrorismo” recebendo os verdadeiros terroristas que ajudaram a criar. O que por si se mostra uma farsa completa. Os “terroristas” que lutam contra o imperialismo precisam ser assassinados. Já os terroristas que trabalham para os interesses do imperialismo precisam ser louvados.




