O Irã lançou, na tarde deste domingo (29), três barragens de mísseis em menos de meia hora contra os territórios palestinos ocupados, atingindo alvos em Dimona, Bersebá e na grande Telavive. As sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém ocupada e em áreas vizinhas, enquanto a imprensa israelense confirmou danos em uma instalação industrial importante de Bersebá.
De acordo com o Canal 12 de “Israel”, a zona industrial da cidade foi atingida e o Comando da Frente Interna alertou para a possibilidade de vazamento químico. A própria imprensa israelense classificou a instalação atingida como “sensível” e descreveu a situação como grave.
A agência Fars, citando uma fonte informada, afirmou que o alvo foi escolhido deliberadamente e que se tratava de uma fábrica de indústrias militares no sul dos territórios ocupados. Com isso, o ataque não se restringiu a um bombardeio de área, mas se dirigiu a uma instalação ligada diretamente ao aparato militar israelense.
O comissário israelense de incêndio e resgate responsável pela ocorrência na fábrica afirmou que o caso levaria horas para ser controlado. Diante da situação, os moradores da região foram orientados a permanecer em locais protegidos enquanto as equipes de emergência atuavam no local.
A ofensiva iraniana ocorreu em meio à continuação da campanha de ataques contra infraestrutura estratégica dentro dos territórios ocupados, em resposta à destruição sistemática promovida desde 28 de fevereiro pela guerra conduzida pelos EUA e por “Israel” contra instalações industriais e produtivas iranianas.
Ao longo da última semana, “Israel” atacou duas das maiores usinas siderúrgicas do Irã, a Khuzestan Steel, perto de Avaz, e a Mobarequê Steel, em Isfahan. Juntas, elas representam uma parcela importante da produção de aço do país.
Além disso, o exército israelense atacou o reator de água pesada de Khondab, em Arak, e a instalação de produção de bolo amarelo em Ardakan, na província de Yazd, a única do país voltada a esse tipo de processamento do minério de urânio, etapa fundamental para o ciclo de enriquecimento.
Outro alvo dos ataques israelenses foi o campo de gás de South Pars, uma das maiores reservas de gás natural do mundo e peça central da economia iraniana. A operação foi realizada com autorização e apoio dos EUA.
Diante dessa escalada, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) já havia advertido de forma explícita que o ataque a instalações industriais e produtivas iranianas seria respondido na mesma medida. O órgão chegou a divulgar uma lista nominal de siderúrgicas em “Israel” e nos países do Golfo que poderiam ser atingidas em represália, declarando ainda que “a equação não será mais olho por olho”.
A região de Dimona, onde se encontra o reator nuclear não declarado de “Israel”, também esteve entre os alvos das barragens deste domingo. O ataque deu continuidade a uma sequência de ações iranianas contra a área nas últimas semanas, ampliando a pressão militar sobre um dos pontos mais sensíveis do aparato estratégico israelense.





