Os profissionais da educação da capital paulista, que têm a data-base em maio, dão a largada para a campanha salarial que busca a reposição das enormes perdas salariais acumuladas nos últimos anos, bem como dos inúmeros direitos retirados pelo reacionário governo de Ricardo Nunes. Tudo isso levou a categoria a ter praticamente metade de seus salários roubados pela política da direita paulistana.
As principais medidas foram a reforma da previdência, em 2021, e a aprovação da Lei nº 18.221/2024, que retirou 30% dos salários de cerca de 15% da categoria, entre readaptados e servidores doentes, entre outros ataques.
Sequer se cumpre a lei do Piso Nacional, com a concessão de abonos que não se incorporam aos padrões de vencimento da carreira, gerando uma perda real na evolução funcional e na aposentadoria.
Com esse golpe, os abonos não incidem no cálculo de quinquênios, sexta-parte ou evolução na carreira, diminuindo ainda mais os ganhos dos servidores. Dessa forma, o governo encurta a pirâmide salarial: um professor iniciante acaba ganhando quase o mesmo que um professor com 10 ou 15 anos de casa.
Salário em primeiro lugar
São inúmeros os ataques aos profissionais da educação que a nossa luta tem de reverter, como o fim do confisco previdenciário, os direitos dos readaptados e da JEIF para Agentes Escolares e Auxiliares Técnicos de Educação (ATEs) e para gestores, as condições de trabalho e saúde, entre outras reivindicações. Mas, para unificar a categoria e derrotar o arrocho, a mobilização deve ter como foco principal o SALÁRIO!
Com todo esse quadro, chegamos a esta campanha salarial com um brutal arrocho que supera 50% de perdas acumuladas no poder de compra ao longo da última década.
Chega de divisão
Já são quatro anos de lutas e campanhas salariais marcados por derrotas para os profissionais da educação de São Paulo. Parte dessas derrotas deve ser creditada à política divisionista das direções sindicais, que se dividem em dois diferentes grupos de entidades: o bloco da Coeduc (Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação), formado por SINPEEM, SINESP e SEDIN, e o bloco do Fórum das Entidades Sindicais, com a APROFEM e o SINDSEP.
Essa divisão, ao longo das últimas lutas, fez com que milhares de servidores lutassem de maneira dividida. Era comum, por exemplo, haver em um dia assembleia do Fórum e, no outro, assembleia da Coeduc, criando assim mobilizações minoritárias que enfraqueceram a luta.
Contra o arrocho, greve já
É necessário romper com essa política e mobilizar, de forma unificada, todos os milhares de servidores municipais, com assembleias unificadas para deliberar pela greve geral em defesa da reposição de todas as perdas dos professores e demais servidores.



