Editorial

Sai Haddad, entra Haddad

Lula perde a oportunidade de fazer uma mudança na sua impopular política econômica

A saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, por razões eleitorais, abriu para Lula uma rara oportunidade de corrigir o rumo de seu governo. Se havia um ponto em que uma mudança mais profunda se impunha, era justamente na política econômica. É ali que se concentra o principal fator de desgaste do governo. Mas Lula fez o oposto.

Na imprensa burguesa, o novo ministro Dario Durigan é apresentado como o número dois da Fazenda, homem de confiança de Haddad, seu colaborador mais próximo, seu “copiloto”, alguém que pretende justamente “reforçar o legado” do antecessor e evitar qualquer sobressalto que possa prejudicar o calendário eleitoral.

É um fenômeno semelhante ao que o governo já havia produzido ao indicar Gabriel Galípolo para suceder Roberto Campos Neto no Banco Central. Em vez de enfrentar os banqueiros e o regime de chantagem permanente dos juros, o governo optou por manter um homem de confiança dos mesmos setores que sabotam o país. Em vez de mudança, adaptação.

O mais grave é que essa continuidade se dá justamente num terreno em que o fracasso já era evidente. A política econômica de Haddad foi, desde o início, uma adaptação à política neoliberal. Responsável por cortes sociais e aumento de impostos, o ministro acabou ficando conhecido como “Taxad”.

Ironicamente, segundo O Globo, Durigan teria dito ao ministro para adotar a alcunha, como se ser conhecido pelo aumento de impostos fosse algo positivo. A campanha é uma fraude. “Taxad” não ficou conhecido assim porque taxou os grandes capitalistas. Ficou conhecido assim porque taxou os pobres. A expressão nasceu da experiência concreta da população com medidas que recaem sobre o consumo, sobre a vida cotidiana, sobre quem já paga demais para sobreviver. O exemplo mais conhecido disso foi a chamada “taxa das blusinhas”.

A atuação de Durigan neste caso comprova que não apenas ele era um homem de confiança de Haddad, como é, ele próprio, um defensor da política neoliberal.

A manutenção da política fiscal custará muito caro ao governo. Em meio a uma queda de popularidade, a ausência de medidas de impacto tornará cada vez mais difícil a sua reeleição.

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