Como nós, da Corrente Sindical Nacional Causa Operária – Bancários em Luta, afirmamos, a chamada “oposição”, a “Alternativa” Bancária (Chapa 2), derrotada na disputa a eleição para a nova diretoria do Sindicato de Bancários de Brasília, formada por PCBR, PSTU, PSOL, PCB, UP e seus satélites, não é alternativa a nada. Na categoria bancária, esses setores defendem uma política de direita travestida de esquerda e, ao mesmo tempo, utilizam o cinismo, que já virou marca registrada na campanha eleitoral, de se apresentarem como uma chapa “independente de partidos” e “antigovernista”, uma política anarquista e reacionária. A posição desse grupo na eleição para o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal não deixa dúvidas de que essa avaliação está fundamentada em fatos. A tal “Alternativa” Bancária, conjuntamente com uma ala dos setores direitistas, gestores e da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito), optou por apoiar o candidato para o CA da Caixa, Sandro Brito. E, graças a esse apoio direitista dentro da Caixa, ele conseguiu suplantar, por uma margem pequena de votos, a candidata da ala Cutista, Fabiana Uehara, votação esta que irá para o segundo turno.
Junto com os golpistas o reacionário Sandro Brito vai para a disputa no segundo turno com o apoio daqueles que defendem a privatização da Caixa, que apoiaram todas as reformas do golpista Michel Temer (fim da CLT e da aposentadoria, terceirização, teto de gastos etc.) e que apoiaram e apoiam a “independência” do Banco Central, cujo objetivo é favorecer os banqueiros nacionais e internacionais. Sempre é bom lembrar que a Contec, a qual a “Alternativa” Bancária tem como parceira hoje, é o resquício do sindicalismo pelego que dominava o movimento sindical bancário na era da ditadura militar e cujos pelegos a categoria bancária conseguiu varrer de suas entidades nacionalmente graças ao movimento sindical Cutista daquela época.
Com a direita “antigovernista” a “Alternativa” Bancária e seus satélites aproveitam-se da campanha direitista contra a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para realizar uma das maiores traições contra os trabalhadores bancários ao caracterizar a atual direção do Sindicato dos Bancários de Brasília como “governista”, ao mesmo tempo em que se juntam aos “antigovernistas” dos partidos como do PL, União Brasil (antigo DEM) e o PSDB. Aqui fica claro que ser “antigovernista” significa estar do lado dos maiores inimigos dos trabalhadores. O termo “governismo”, que foi usado por alguns desse setores para apoiar – junto com a direita , a derrubada da presidenta Dilma Rousseff e a criminosa operação Lava Jato é um termo sem conteúdo, usado pelo PCBR, PSTU, PSOL, UP e PCB como espantalho e como argumento mais moral do que político para convencer os setores mais desavisados a aderir à sua política reacionária, disfarçada de “oposição”.
A luta dos trabalhadores é contra a burguesia, não contra os governos em abstrato. O “antigovernismo” é uma política de cafajestes, que querem conquistar o apoio de setores da direita reacionária. Nossa categoria é fundamental em um regime dominado pelos tubarões do sistema financeiro e precisa ter um papel de destaque na luta contra a política reacionária da direita pró-imperialista, que quer enfraquecer as organizações de luta da classe trabalhadora (como o Sindicato e a CUT) e abrir caminho para cassar os direitos democráticos dos trabalhadores – e, assim, avançar nas privatizações e na destruição dos bancos públicos e demais estatais, aprofundar os ataques com suas políticas de arrocho salarial, terceirizações e demissões. Por certo, temos críticas ao governo atual, sua capitulação diante dos bancos (que como disse o própio presidente “nunca ganharam tanto dinheiro”), bem como as direções do movimento sindical. Mas aliar-se aos patrões e à direita não abre qualquer perspectiva para a vitória dos trabalhadores. A Chapa 2, deixa claro que, longe de ser uma alternativa, é um apêndice da ala mais direitista e reacionária, dos maiores inimigos da categoria bancária e de todos os trabalhadores.




