No último dia 6, o coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL-RN), declarou que, caso vença as eleições, o governo de Flávio pretende implementar novas reformas, tanto trabalhista quanto da Previdência Social.
Afirmou que “o modelo está estourando. Só posso dizer que vamos ter de revisitar a Previdência. A trabalhista tem de ser revisitada, porque a reforma de 2017 foi mitigada por várias decisões judiciais. Ao mesmo tempo, ela precisa ser atualizada pelas inovações tecnológicas, pelas novas formas de trabalho que estão crescendo”.
Marinho é um tradicional político da direita: quando estava no PSDB, teve atuação destacada no golpe de Estado contra Dilma Rousseff; no governo Temer, foi o relator da Reforma Trabalhista e, em 2019, já no governo Bolsonaro, foi o articulador da Reforma da Previdência.
Flávio Bolsonaro escolheu Marinho para ser seu avalista, para procurar convencer a burguesia de que, estando no governo, irá, de fato, aplicar a política reacionária da direita de atacar os trabalhadores e a população pobre, da mesma forma que Milei faz na Argentina, acabando com os direitos trabalhistas, impondo jornadas de trabalho de 12 horas por dia, quase voltando à escravidão, permitindo o trabalho em troca de comida.
Os grandes capitalistas querem impor um candidato como Tarcísio de Freitas, em quem têm absoluta confiança. Nada de Lula ou de alguém da família Bolsonaro, que rejeitou um acordo para apoiar o governador paulista.
As declarações de Marinho são uma tentativa de recuperar um acordo com a burguesia e com o imperialismo, de conseguir sua permissão e seu apoio para que Flávio Bolsonaro seja eleito o novo presidente.
Assim, mostram que estão dispostos a tudo: atacar os trabalhadores, a população pobre e destruir a economia nacional.





