A guerra de agressão ao Irã, desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de “Israel”, desmascarou aqueles que se diziam grandes críticos de Donald Trump. No dia 28 de fevereiro, o imperialismo e o sionismo lançaram uma operação militar em larga escala contra o país persa, anunciada como parte de uma campanha para “desmantelar” capacidades estratégicas iranianas e “mudar o regime”. A agressão abriu uma guerra regional, com centenas de mortos já nos primeiros dias.
Desde pelo menos a ascensão de Barack Obama, os grandes monopólios de comunicação — porta-vozes diretos do grande capital e do aparato de Estado — vêm sustentando uma operação permanente para apresentar o Partido Democrata como “o mal menor”, o “campo da civilização”, o “baluarte da democracia”.
Quando Trump começou a aparecer como uma figura que se opunha ao núcleo dirigente do imperialismo, a imprensa imperialista o transformou em um bicho papão. Trump virou “o fascista”, “o autoritário”, “a pior ameaça desde Hitler”. A esquerda pequeno-burguesa, sem qualquer independência política, seguiu a mesma linha. Agora, no entanto, não é mais possível sustentar a farsa.
A grande imprensa, que passou anos pintando Trump como uma exceção “fascista”, agora trata o ataque imperialista como debate técnico: se foi “bem planejado”, se “vai longe demais”, se “haverá custo eleitoral”. Em vez de denunciar o crime de guerra, discute-se o “roteiro” do crime.
A esquerda pequeno-burguesa entrou em parafuso. Defender o Irã — um país oprimido, atacado por duas potências militares — significaria romper com a propaganda de que o imperialismo seria “democrático” e “civilizador”. Significaria admitir que a campanha “antifascista” era, na prática, uma frente ampla com o Partido Democrata e com a imprensa imperialista.
O resultado? Diante de uma guerra de mais de uma dezena de países contra o Irã, a esquerda pequeno-burguesa segue calada, como se o mundo continuasse o mesmo.





