O presidente da Rússia, Vladimir Putin afirmou que a Rússia está acompanhando de perto e com atenção os desdobramentos no Irã.
Ele descreveu os recentes protestos como semelhantes aos cenários de “revolução colorida”, embora tenha reconhecido que as sanções de longo prazo contribuíram para os desafios econômicos e sociais no país.
“Compreendemos plenamente que problemas econômicos e sociais podem surgir devido ao impacto de sanções injustas de longo prazo”, disse Putin, acrescentando, no entanto, que os protestos violentos não têm conexão com protestos pacíficos e civis, de acordo com o gabinete do presidente iraniano.
O presidente russo condenou os ataques a instalações estatais, públicas e religiosas, bem como as agressões violentas contra as forças de segurança e de aplicação da lei, observando que tais atos foram realizados com apoio estrangeiro.
Ele afirmou que a participação de milhões de iranianos em manifestações de apoio ao seu sistema, liderança e governo “reflete claramente as condições reais no Irã”.
Putin expressou esperança de que as medidas econômicas do governo iraniano levem a uma melhoria das condições e disse que os esforços diplomáticos da Rússia continuam para esclarecer as posições do Irã e evitar uma escalada de tensões em arenas internacionais.
Ele também reafirmou que a Rússia sempre saudou a expansão das relações com Teerã, acrescentando que os projetos conjuntos estão avançando de forma satisfatória e que as próximas reuniões da comissão econômica mista dos dois países explorarão novas cooperações.
No mesmo dia, o o governo russo informou que Putin também conversou separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netaniahu, como parte dos esforços da Rússia para ajudar a prevenir uma escalada maior na região.
O porta-voz do governo, Dmitry Peskov, disse que a situação permanecia “altamente tensa” e que Moscou continuava seus contatos para incentivar a desescalada.
As manifestações no Irã, que inicialmente decorrera da volatilidade cambial e da inflação crescente ligada às sanções ilegais dos Estados Unidos e da Europa, intensificou-se em 8 de janeiro, quando ataques coordenados visaram locais públicos, estatais e religiosos.
Grupos armados atacaram lojas, bancos, estações de ônibus e mesquitas, matando vários membros das forças de segurança e civis. As autoridades afirmam que as provas mostram que grupos terroristas apoiados pelo estrangeiro distribuíram armas, visaram deliberadamente civis e forças de segurança, e agiram com o envolvimento direto dos Estados Unidos e de Israel.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem, nos últimos dias, ameaçado repetidamente atacar o Irã se, como ele disse, o país matar o que ele chamou de “manifestantes pacíficos”.





