O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a formação de um “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza, parte de um plano mais amplo de 20 pontos para encerrar a guerra entre o Estado terrorista de “Israel” e o povo palestino.
“É uma grande honra anunciar que O CONSELHO DA PAZ foi formado”, postou Trump na Truth Social. “Os membros serão anunciados em breve.”
Ele descreveu o conselho como “o maior e mais prestigiado já reunido” e espera-se que ele mesmo o presida.
Trump confirmou o lançamento da segunda fase, citando o progresso feito desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro e assumindo o crédito pelo que chamou de entregas “recordes” de ajuda humanitária para Gaza.
“Estes resultados prepararam o terreno para esta próxima fase”, alegou ele.
Como presidente do Conselho da Paz, Trump declarou total apoio ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza, encarregado de supervisionar a governança diária durante o período de transição de Gaza. O comitê opera sob a supervisão do Alto Representante do conselho e é composto por figuras palestinas comprometidas com um futuro pacífico e seguro.
Trump reafirmou sua determinação em desarmar o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), com o apoio do Egito, Turquia e Catar, “incluindo a entrega de TODAS as armas e o desmantelamento de CADA túnel. O Hamas deve honrar IMEDIATAMENTE seus compromissos”.
Ele ameaçou a Resistência Palestina dizendo que “eles podem fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”.
Embora os grupos de Resistência Palestina, notadamente o Hamas, tenham respeitado integralmente o cessar-fogo desde outubro, as violações diárias de “Israel” continuam a colocar civis em perigo e bloquear a ajuda humanitária em meio ao inverno rigoroso de Gaza e à grave escassez de alimentos.
A segunda fase do cessar-fogo supostamente inclui a retirada das forças de ocupação israelenses das áreas demarcadas pela “linha vermelha”, esforços de reconstrução e a potencial implantação de uma força de estabilização internacional sob um mandato estritamente definido.
Dirigentes do Hamas continuam a enfatizar que os palestinos manterão a responsabilidade pela segurança interna e não aceitarão qualquer ingerência estrangeira dentro de Gaza.
Líderes do Hamas também expressaram forte oposição aos modelos de governança externa propostos sob o plano de paz liderado pelos Estados Unidos. Esse plano, aprovado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), prevê uma autoridade tecnocrática e uma força de segurança lideradas por estrangeiros para supervisionar Gaza durante um período de transição de dois anos.
Em nota publicada na manhã desta sexta-feira (16), o porta-voz do movimento Hamas, Hazem Qassem, destacou “Israel” tem continuado a cometer massacres contra os moradores da Faixa de Gaza, visando casas civis e cidadãos, em uma violação repetida do acordo de cessar-fogo.
Qassem ressaltou que a recente escalada de agressões coincidiu com o anúncio dos mediadores sobre a formação de um governo tecnocrata e a entrada na segunda fase do acordo, bem como com o anúncio do presidente americano Trump sobre a formação do “Conselho da Paz”.
“Isso confirma a persistência do governo israelense na política de sabotar o acordo de fim da guerra e obstruir os esforços declarados para estabilizar a calma em Gaza.”





