Nesta segunda-feira (24), o Sindicato dos Bancários de Brasília realizou um ato em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), em defesa do Banco de Brasília (BRB) como instituição pública e de qualidade e, também, contra a política de assédio moral dentro da empresa.
Além da manifestação contra a política privatista do governador golpista Ibaneis Rocha, o protesto exigiu a saída de Paulo Henrique da presidência do banco, já que ele foi inabilitado pelo Banco Central para estar à frente da instituição.
Conforme declaração da diretora do Sindicato dos Bancários e funcionária do Banco de Brasília (BRB), Samantha Sousa, “se ele foi inabilitado, é porque houve práticas antiéticas e ilícitas, incompatíveis com as normas do Banco Central” e que nós, bancários, “queremos na presidência do BRB alguém que defenda o banco, valorize seus funcionários e preste um serviço de qualidade à população do DF”. (Site Bancários DF, 24/02/2025)
Para o também diretor do sindicato e funcionário do banco, Cristiano Severo, “Nosso ato foi em defesa não só do BRB como banco público, mas também em defesa de todas as estatais do DF. É necessário que o cuidado com as empresas públicas não seja conversa apenas de campanha, mas uma prática de valorização e fortalecimento dessas empresas e de seus empregados para cumprir seu objetivo, que é o atendimento da sociedade.” (Idem)
Não há dúvidas de que o Banco de Brasília está na lista de privatização do governo Ibaneis, o mesmo governo que realiza uma política sistemática de privatizações das empresas públicas do Distrito Federal. Ibaneis já doou para as empresas privadas a Cia Energética de Brasília aos capitalistas imperialistas espanhóis (Neoenergia), os principais parques da cidade, o Estádio Mané Garrincha, a Rodoviária do Plano Piloto etc. Além disso, recentemente abriu para compra por acionistas privados 34,65% das ações do BRB.
Desde o seu primeiro mandato, o neoliberal Ibaneis vem adotando a política de privatização do patrimônio do povo de Brasília e, como se vê, estão na mira para o próximo período o Banco de Brasília, a Cia de Água e Esgoto de Brasília (Caesb) e o Metrô.
A manifestação deste dia 24 deve ser a ponta de lança para a organização imediata de uma gigantesca mobilização dos trabalhadores do BRB, conjuntamente com os demais trabalhadores das empresas estatais e a população em geral, no sentido de barrar essa ofensiva reacionária de entrega do patrimônio do povo brasiliense para meia dúzia de capitalistas e banqueiros parasitas e lutar contra as privatizações e pela reestatização de todo o patrimônio do estado do Distrito Federal.