Um destaque no jornal Brasil 247 reporta que a saída da Ford das atividades no país é apenas a ponta do iceberg, e que os investimentos caíram 51% em 2020 comparado com 2019, e ficou acima da média do planeta que apresentou queda de 42%. Com a saída da Ford, são cerca de 15 multinacionais que deixaram o país, entre elas estão Forever 21, Mercedes Benz, Sony, Nikon, a farmacêutica Roche, Eli Lilly, WalMart, Audi, Kirin e etc.
Os dados são da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgados domingo (24) às vésperas do Fórum Econômico Mundial, que por causa da pandemia este ano será realizado de forma virtual.
Informam que os investimentos baixaram para US$ 33 bilhões ao mesmo tempo que o programa de privatizações e concessões de infraestrutura pararam durante a crise da pandemia. Os setores mais afetados foram os das indústrias de transportes e de serviços bancários, com redução dos fluxos em 85% e 70% respectivamente. As indústrias de extração de petróleo e gás e as automotivas juntas recuaram 65% nos fluxos.
Diz que o volume é 30% menor que o mínimo ocorrido na crise em 2009 e que o cenário atual indica que em 2021 continuará moderado. Na América Latina e Caribe houve a redução pela metade e na Ásia em 38%. Com isso a China se tornou o país com maior procura para investimentos, deixando os EUA em segundo lugar.
No segundo semestre as fusões-aquisições internacionais aumentaram principalmente nos setores de tecnologia e saúde, e provavelmente ajudaram a segurar a queda do índice mundial.
A crise econômica e da pandemia impuseram duro golpe ao Brasil, incluindo o de estado e como política, os governos golpistas começaram a privatizar tudo, entregando o patrimônio e as nossas riquezas ao capital estrangeiro imperialista. Assim venderam em partes fatiadas subsidiárias da Petrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Federal, a empresa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias Copel (PR), o pré-sal e tantas outras.
Mas não foi suficiente para sanar a “gula” do imperialismo, reduziram significativamente os investimentos diretos, tanto no Brasil como na América Latina e Caribe, e a própria ONU alerta que a situação é preocupante com a região
Na verdade o que eles querem é mais privatizações e doações, essa é a essência do que querem. Mais privatizações, mais redução de benefícios sociais para aumentar os ganhos dos bancos e empresas imperialistas.
Essa é a expectativa que eles têm, retirarem toda a riqueza que puderem levar, deixando o país à míngua. E é claro que quem paga a conta é sempre a classe trabalhadora, que já entregou quase tudo, aposentadorias, direitos trabalhistas, emprego, salários, saúde, escolas, hospitais e ainda não é suficiente, querem mais.
Retirar tudo para eles não é figurativo, é pura realidade. Não querem deixar nada para o povo brasileiro. Só restará a fome, a miséria, a vida em cortiços sem água, saneamento básico, sem alimentos, sem atendimento médico. Tudo isso será privilégio da elite burguesa, aqueles 10% mais ricos, que poderá contar com uma vida digna, enquanto os 90% restantes nada terão.
Por isso é necessário que os trabalhadores se unam em conselhos populares para lutar por uma vida digna, já que é essa classe a que produz toda a riqueza na sociedade, e também a que menos usufrui dessa produção. Enquanto enriquece os 10% mais ricos, fica na penúria e na miséria. A pergunta que se faz é, até quando resistirão sem afrontar a classe inimiga? Em condições tão ruins e com a perspectiva de piorar não demora muito para perder a esportiva e ir para o ataque.



