Num processo vertiginoso de desmonte a Petrobras abriu 48 processos de vendas de ativos entre janeiro de 2019 e julho de 2020, período do governo fascista e entreguista de Jair Messias Bolsonaro. São cerca de 2,5 processos abertos por mês, em média, no período.
Para efeitos de comparação, durante o governo Temer foram abertos em média 1,4 processos por mês e durante o governo Dilma essa média era de 0,4 processos por mês. A estatística foi gerada pela Subseção FUP do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) e foi divulgada pela Folha de São Paulo na última segunda-feira (19/10).
Recentemente, o STF deu respaldo jurídico para esse desmonte sistemático, ao permitir que a empresa criasse subsidiárias para venda.
A justificativa para a estratégia, segundo o atual presidente da empresa Roberto Castello Branco (empossado na gestão Bolsonaro e com as bênçãos de Paulo Guedes) é que a empresa não gera caixa suficiente para reduzir dívida e investir no pré-sal, por isso a venda de ativos em áreas consideradas não estratégicas, como energias renováveis. Outro ponto é a redução do alcance territorial da empresa, a ideia é concentrar as operações da Petrobras na região sudeste.
O plano tem apoio de investidores e do mercado, porém é duramente criticado pelos funcionários e sindicatos. Numa entrevista ao jornalista William Nozaki, realizada em 03/10, O geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da Petrobras e considerado um dos executivos de maior influência na organização da exploração do pré-sal, fez diversas críticas a condução atual da empresa e a pilhagem que o governo vem promovendo no patrimônio que a Petrobras representa para o Brasil.
Nessa entrevista, o geólogo ressalta que essa destruição da Petrobras, e o processo de evasão de recursos nacionais, não é novidade e vem desde o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, cujo grupo está na base de sustentação do golpe antidemocrático de 2015 e é responsável por toda perturbação social do cenário brasileiro da atualidade.
Essa tática criminosa vai reduzir as margens de lucros no mercado de combustíveis em períodos de petróleo a preço baixo e na prática reduzir a competitividade da Petrobras e sua viabilidade econômica. Existem denúncias que a empresa oferece bônus crescentes de remuneração os diretores a cada venda de ativos realizados.
Esse desmonte deve jogar a Petrobras numa situação análoga a atual situação dos Correios, sabotado e impedido de investir para permitir a venda para os abutres do mercado, que querem lucrar com o patrimônio nacional.
O PCO conclama a população a denunciar diariamente nas ruas a destruição da Petrobras, promovida pelos golpistas, capital financeiro internacional e fascistas que ocupam todas as esferas do Estado brasileiro. Não a venda da Petrobras e seu patrimônio! Fora Bolsonaro e todos os golpistas!




