Já é conhecido internacionalmente o papel que os profissionais da saúde de Cuba exercem no combate as pandemias. Neste sábado o governo do Peru anunciou a chegada de oitenta e cinco profissionais da saúde, médicos e enfermeiros, para auxiliar no combate a COVID-19. Atualmente o número de mortos pela doença no Peru, segundo informações oficiais, já supera 2.500.
A situação do sistema de saúde peruano não é diferente dos outros países da América Latina. Com o avanço da política neoliberal, a destruição da saúde pública é evidente. Diante de uma crise como a que o mundo atravessa nesse momento fica claro o quão nocivo é este tipo de política. Em especial, para países de capitalismo atrasado. Há não apenas falta de testes para que sejam identificados os pacientes que estão contaminados, mas também há falta do material básico para o tratamento da doença.
O contrato firmado entre o governo do Peru e Cuba inicialmente tem a duração de três meses. Os profissionais trabalharão nas áreas mais afetadas pela pandemia e a perspectiva é que o desembarque dos cubanos aconteça na próxima semana. O auxílio de Cuba aos países mais afetados pela COVID-19 não é novo. No mês de abril houve o envio de médicos para a Itália, país este um dos mais afetados pela pandemia.
Já no Brasil, a política levada a cabo pelo governo ilegítimo de Jair Bolsonaro tende a aprofundar a crise pandêmica. O programa Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma, tinha como objetivo aumentar o número de médicos em atuação no país, principalmente em áreas onde número de profissionais é reduzido. Com o golpe de 2016 e a eleição de Bolsonaro, este programa foi totalmente destruído, causando uma enorme escassez de profissionais para atenderem as áreas mais carentes do Brasil. Diante de uma crise pandêmica, fica evidente o quão danosa é este tipo de política. Nenhuma surpresa em relação ao que poderia se esperar de um governo abertamente golpista.
Está evidente que para um real combate a pandemia é necessário a derrubada do governo Bolsonaro. Não apenas do presidente, mas também de toda a política golpista e dos seus mandatários. A única saída para que os trabalhadores não morram de fome ou pelo coronavírus é exigir a imediata derrubada do governo Bolsonaro e a estatização de todo o sistema de saúde. Qualquer outra posição de conciliação fatalmente levará os trabalhadores a uma situação mais desesperadora do que a atual.



