O presidente fraudulento Jair Bolsonaro extrapola, dia a dia, todos os limites do bom senso. Suas atitudes são uma verdadeira troça com a cara do povo.
Nos últimos dias, o Brasil presenciou mais um acontecimento medonho. O líder fascista resolveu passear de jet-ski no lago Paranoá como se não houvesse pandemia alguma. Em vídeo, Bolsonaro afirma: “É uma neurose, 70% vai pegar o vírus, não tem como. É uma loucura.” Pois isto confirma claramente que o fascista está pouco ligando para a população e adotou a política do “cada um por si”. Sabe-se muito bem que a população pobre e sem acesso à saúde pública morrerá aos montes.
Entretanto, um fato chamou a atenção de muita gente, especialmente no estado da Bahia. O presidente ilegítimo utilizava a camiseta do Bahia durante seu “passeio”. Ele já é conhecido por usar o futebol para fazer propaganda, num estilo muito próximo ao que Mussolini fez com a Itália campeã mundial de 1938.
Costumeiramente, Bolsonaro está presente em jogos de futebol – até mesmo chegou a entrar em campo com o Palmeiras durante o título brasileiro de 2018 – ou tirando fotos com as camisetas dos mais variados clubes, grandes ou pequenos. Isso gera uma série de protestos de torcedores revoltados com a demagogia feita pelo “Mussolini brasileiro”. As torcidas, de maioria operária, tem verdadeira repulsa em ver este fascista nojento utilizando as camisas dos seus clubes.
Nos últimos dias, neste Diário, foram publicadas matérias reforçando a posição das torcidas organizadas contra o golpe e o governo fascista. Assim, não é surpresa a reação dos fãs em relação a Bolsonaro.
A torcida do Bahia Antifascista protestou nas redes sociais contra Bolsonaro ter utilizado a camiseta do clube durante na “voltinha” pelo lago Paranoá. Em reação, as tropas de choque bolsonaristas tentaram censurar o protesto através de ondas de denúncias ao Instagram. Este fato foi relatado recentemente neste Diário.
Na onda da torcida, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani – que chegou a ser sondado pelo PT para concorrer à prefeitura de Salvador – em entrevista à rádio A Tarde FM, de Salvador, reagiu dizendo que “foi ruim” ver Bolsonaro com a camiseta do Bahia. Em resumo, o dirigente foi bastante moderado na sua crítica, mostrando medo de ofender algum bolsonarista que torce para o clube (minoria da minoria).
Tem-se, aí, duas situações. A primeira é que a pressão da torcida e o momento vivido pelo país forçaram até dirigente de clube a criticar Bolsonaro. A segunda é que Bellintani, conhecido por tornar o Bahia um clube engajado em causas sociais, mostra-se incapaz de ser incisivo nas críticas, preferindo o senso comum e a negação das contradições.
A lição que se tira desse episódio é que a torcida tem poder para pressionar os dirigentes dos clubes a tomar decisões que vão de encontro às reivindicações das massas. Por isso, os capitalistas queiram as torcidas organizadas longe do futebol.
Portanto, Bellintani deveria, se representa mesmo a imensa massa de torcedores do Bahia, ouvir o que ela diz e condenar o presidente fascista, ao invés de fazer um discurso murcho como o fez.





