A pandemia de coronavírus não parece ser suficiente para o avanço de capitalistas sobre bens públicos ou populares. De tal modo, a burguesia já prepara seus próximos passos para tão logo aprovar seu projeto de coagir clubes a aderirem ao modelo de gestão como clube empresa, buscando conciliar projetos do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) e Pedro Pacheco (DEM-MG), que têm a mesma finalidade.
]A tática é justamente de coação, pois já fora anunciado em outras ocasiões que clubes que aderissem ao projeto, teriam prioridade no refinanciamento de suas dívidas. Se antes da pandemia de coronavírus, a crise capitalista era visível, não se pode mensurar como será quando a pandemia for estabilizada, fato é que as chantagens serão mais agressivas em torno do projeto.
O futebol é um patrimônio popular, especialmente no caso dos grandes clubes, é fruto de esforço de gerações de trabalhadores contribuindo pessoalmente ou financeiramente para o sucesso dos times. O que por sua vez viabilizou disputas claras entre dirigentes, patrocinadores e torcedores. Esses últimos entrando nas disputas como “intrusos”, dadas as inspirações dos demais, mas em razão dessa brecha cavada pela luta deles, sua voz se faz ouvida.
Não por acaso, Pedro Paulo reconhece que os clubes grandes são um obstáculo para esse projeto. Na verdade, os capitalistas buscam justamente isso, os clubes mais tradicionais, aqueles em que a empolgação das torcidas compensa qualquer investimento, tal como já fazem quando buscam privatizar apenas empresas ou regiões que têm retorno financeiro. É necessário banir esses sanguessuga do futebol.





