Desde a última segunda-feira (13), os professores da rede municipal do ensino de São Paulo voltaram para suas atividades, sendo que entre os dias 13 a 15, será para orientação sobre as plataformas digitais e como realizar o trabalho online. O Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) se opôs à Educação a Distância para o ensino básico, e os professores estão apreensivos com esse método, principalmente para as crianças mais novas.
A direita golpista não perde uma oportunidade de afundar mais ainda a educação e, mesmo em momentos de extrema crise como o que enfrentamos, sempre encontra uma maneira de deixar as coisas piores para os mais pobres, para que seja possível a burguesia aumentar ainda mais seus lucros, uma vez que empresas de telefonias e plataformas de criação de conteúdo é que sairão ganhando com tudo isso.
Em uma nota que a prefeitura de São Paulo divulgou, chama a atenção um detalhe: “Caberá ao Diretor de Escola disponibilizar na Unidade Educacional o acesso aos equipamentos tecnológicos da escola aos professores impossibilitados de realizar as atividades em outro local”. Ou seja, professores e diretores… Se virem!
Eles tem a “brilhante” ideia de realizar ensino à distância, ao invés de suspender o calendário escolar, mas não pensaram nos profissionais de ensino, se eles teriam ou não todo o aparato necessário, para atuar de acordo com essa forma de trabalho? O prefeito golpista Bruno Covas está servindo apenas para prosseguir com o legado do seu finado avô, que é o desmonte do ensino público.
Além de muitos professores não terem à sua disposição todos os recursos necessários para lecionar por EAD, muitos alunos também não tem os acessos necessários para ter esse tipo de ensino, uma vez que muitas dessas crianças tem refeições apenas quando vão para a escola, o que dirá dispor de um computador, com internet e conseguir acompanhar as aulas, principalmente os mais novos?
O que a prefeitura do herdeiro da incompetência Bruno Covas, mais o fascista João Doria estão impondo para a educação é um verdadeiro crime contra os alunos e os professores! É óbvio que tudo isso não passa de mais uma cartada bem oportunista para beneficiar empresários do ramo às custas do desmonte do ensino, pois não é método de ensino em lugar nenhum do mundo EAD para crianças, e simplesmente deixando que os professores se virem para dar suas aulas, sem ao menos entender qual é a situação desses profissionais.
O sindicato não pode ficar só nas palavras quanto à discordância, mas precisa agir o quanto antes, mobilizando os profissionais da educação, contra esse absurdo que é praticado no ensino de São Paulo.





