Aline de Castro Farias e Rosana Kloster, candidatas ao Conselho Tutelar da cidade de Curitiba (PR), uma vez eleitas, estão sendo perseguidas pelo Ministério Público do Paraná e seus mandatos já foram cassados. O MP alega falta de “idoneidade moral” delas para ocupar o cargo.
O motivo da perseguição contra as conselheiras eleitas, que estão recorrendo contra sua cassação, seria um vídeo produzido quando eram candidatas e difundido nas redes sociais onde estas declaram apoio à campanha Lula Livre, em comemoração à vitória nas urnas no dia 06 de Outubro, e publicações nas redes sociais onde o ex-juiz Sérgio Moro é criticado e ironizado. Ambas se colocavam nas redes sociais como candidatas do campo progressista.
É evidente que trata-se de uma perseguição política contra candidatas de esquerda, sintonizadas com a luta democrática contra o golpe de Estado e a perseguição que se instaurou no país com a Lava-Jato e o governo fascista de Jair Bolsonaro. A implacável perseguição do juiz Sérgio Moro ao ex-presidente Lula, que inclui acusações e fraudes judiciais contra seus filhos, é um símbolo de todo esse processo.
É amplamente denunciada a campanha da extrema-direita fascista para tomar conta dos Conselhos Tutelares, para com isso ter mais um instrumento em mãos para perseguir a esquerda, em especial os professores e professoras nas escolas, com acusações fraudulentas de doutrinação ideológica e ensino de ideologia de gênero.
A Federação Democrática das Associações de Moradores e Clubes de Mães de Curitiba (Femotiba) afirma que caso parece ser mesmo uma perseguição.
O caso da perseguição às conselheiras eleitas demonstra que no regime político golpista não há proteção contra as arbitrariedades cometidas pelo Poder Judiciário a serviço da extrema-direita bolsonarista. O Judiciário tornou-se um dos braços do partido da extrema-direita que age para perseguir seus inimigos políticos, no caso, a militância de esquerda.





