Depois do presidente da General Motors no Mercosul, Carlos Zarlenga, ameaçar a todos os trabalhadores de suas montadoras, dizendo que a GM pretendia sair do país na semana passada, deixando milhares de operários e trabalhadores desempregados, agora define-se melhor o que motivou o terrorismo da direção da GM: querem cortar os direitos dos trabalhadores.
A extorsão dos trabalhadores da GM em São Caetano do Sul envolve o rebaixamento do piso salarial de R$ 1.700,00 para R$ 1.600,00 aos novos contratados, a retirada do direito à estabilidade no emprego em caso de acidente de trabalho, o fim do transporte fretado, a possibilidade de terceirização em todos os setores e o aumento da jornada de trabalho, entre outros. No caso da montadora em São José dos Campos, serão retirados direitos e benefícios semelhantes, no entanto, o que chama atenção é a redução de 30% do piso salarial, de R$ 2.300,00 para R$ 1.600,00.
Zarlenga alegou publicamente em seu discurso ludibriante que a empresa global passa por um “momento crítico” e que é necessário o “sacrifício de todos”, o que justificaria o terrorismo da empresa. Isso não condiz com a realidade financeira da empresa. No último trimestre, a General Motors global lucrou em 10 bilhões de dólares. No Brasil, desde 2016, o carro popular mais vendido continua sendo o da GM.
Contra essas medidas, os trabalhadores da GM em São Caetano do Sul e em São José dos Campos devem se organizar contra os cortes salariais e de outros direitos básicos do trabalhador. É preciso se mobilizar enquanto classe para defender esses direitos, pois não há crise financeira na empresa, o que existe é a política de ampliação de lucros da entidade patronal à custa do superexploração dos empregados. Para tanto, uma greve por tempo indeterminado e a ocupação das plantas da empresa devem ser convocadas para que nenhum direito seja perdido.




