Da redação – O Ministério de Saúde Pública de Cuba emitiu nota oficial anunciando a saída do país como participante do programa Mais Médicos, criado em 2013 pela ex-presidenta Dilma Rousseff para oferecer saúde pública de maneira mais ampla para a população.
De acordo com a nota, divulgada hoje, a medida foi tomada devido ao “compromisso com os princípios solidários e humanistas que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana”.
É uma iniciativa do governo cubano por causa das ameaças do fascista ilegítimo Jair Bolsonaro de modificar o programa e retirar Cuba ao impor condições “inaceitáveis”, como diz a nota, que já haviam sido ratificadas com o governo brasileiro.
“Essas condições inadmissíveis tornam impossível manter a presença de profissionais cubanos no programa”, diz o Ministério. “Portanto, diante dessa lamentável realidade”, comunica o órgão, que continua: as autoridades cubanas decidiram não continuar participando do Mais Médicos.
Em resposta aos ataques do político de extrema-direita, que quer terminar de sucatear e destruir o sistema público de saúde do Brasil, o Ministério de Cuba afirmou ainda que “não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos”.
“O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que confiou desde o primeiro momento nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que lhe atenderam, poderá compreender sobre quem recai a responsabilidade de que nossos médicos não podem continuar prestando seu apoio solidário nesse país”, termina a nota.




