Victor Assis, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Pernambuco, apresentou na quarta-feira (16), em entrevista à TV Globo, propostas como o não pagamento da dívida pública e a estatização da saúde e da educação.
Jornalista, colunista e editor do Diário Causa Operária, Assis iniciou sua militância no PCO em 2015 e passou a atuar na organização dos comitês de luta em Pernambuco.
Na entrevista, o candidato afirmou que sua campanha não está baseada em promessas eleitorais, mas em um programa de mobilização da população trabalhadora.
“Nós apresentamos não um conjunto de promessas, mas um programa de luta para que os trabalhadores imponham a sua vontade e a sua necessidade àqueles vampiros que estão roubando tudo aquilo que a população produz”, declarou.
Ao tratar da dívida pública, Assis afirmou que os recursos destinados ao seu pagamento deveriam ser direcionados às necessidades da população.
“Nós defendemos o não pagamento da dívida pública para que o dinheiro não vá para os banqueiros e, sim, para os trabalhadores.”
O candidato também apresentou a estatização da saúde como uma das medidas centrais de seu programa.
“Defendemos a estatização completa da saúde para acabar com a especulação sobre a vida.”
Para a educação, Assis sustentou igualmente a retirada do setor privado e sua transferência integral ao Estado.
As propostas, afirmou, não dependeriam apenas de uma eventual vitória eleitoral, mas da mobilização política da população.
“Nesse sentido, a gente defende que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos e impor isso ao Estado”, disse.
A entrevista fez parte da manipulação eleitoral da TV Globo em Pernambuco. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), por terem ultrapassado 5% na pesquisa Datafolha de 13 de setembro, participaram de sabatinas de 30 minutos.
Os demais candidatos, entre eles Victor Assis, tiveram entrevistas gravadas de dois minutos.
A Globo, assim, manipula claramente os votos dos eleitores, abrindo um amplo espaço para que apenas dois candidatos (os principais candidatos da burguesia no estado) possam fazer propaganda, enquanto o restante dos candidatos tem uma fração desse tempo.




